
Cidade da Praia, 05 Nov (Inforpress) – O presidente da Câmara Municipal de Cascais e o presidente da Câmara de Comércio de Sotavento, defenderam hoje uma liderança assente na proximidade com as populações, na inovação e na capacidade de adaptação às transformações tecnológicas.
As posições foram apresentadas, na cidade da Praia, à margem do debate “Liderar territórios, transformar comunidades”, integrado na abertura da quarta edição da “Leadership Summit” Cabo Verde.
Em declarações à Inforpress, o presidente da Câmara Municipal de Cascais, Nuno Piteira Lopes, defendeu o reforço da cooperação entre Cascais e a cidade da Praia, com destaque para a implementação de projectos concretos nas áreas da protecção civil, ambiente, sustentabilidade e transformação dos territórios.
O autarca português considerou que a ligação entre as duas cidades atlânticas deve ultrapassar os encontros institucionais e traduzir-se em iniciativas com impacto directo na vida das populações.
“Quero trazer um compromisso de aprofundarmos a ligação entre Cascais e a cidade da Praia a vários níveis, incluindo na transformação dos territórios”, afirmou.
Nuno Piteira Lopes realçou as parcerias já desenvolvidas com Cabo Verde, nomeadamente, a disponibilização de ambulâncias, viaturas de bombeiros e equipamentos de recolha de resíduos sólidos urbanos.
O presidente da Câmara Municipal de Cascais, que este ano assume o título de Capital Europeia da Democracia, salientou ainda a partilha de experiências entre os dois municípios, considerando que a cooperação deve permitir aprendizagens mútuas.
Por sua vez, o presidente da Câmara de Comércio de Sotavento, Marcos Rodrigues, frisou os desafios que as novas tecnologias, particularmente a inteligência artificial, colocam à liderança das organizações.
Segundo o responsável, a transformação tecnológica está a alterar o funcionamento das empresas e das instituições, exigindo dos líderes maior capacidade de adaptação, conhecimento e compreensão das novas realidades.
Marcos Rodrigues enalteceu que, com a crescente utilização da inteligência artificial e da automação, a liderança deverá dar maior atenção às relações interpessoais, à empatia e à componente emocional.
“O líder é aquele que se adapta, que se regenera e que se reconstrói no tempo, porque cada tempo tem um modelo de líder”, afirmou.
O responsável considerou ainda que uma liderança eficaz exige atitude, conhecimento, capacidade de interpretação das mudanças e maior assertividade na gestão das organizações.
O debate “Liderar territórios, transformar comunidades” decorreu no âmbito da abertura da quarta edição da “Leadership Summit” Cabo Verde, que prossegue esta sexta-feira, no Tech Park, na cidade da Praia, sob o lema “Liderança 6.0 - O Futuro Geopolítico, Económico e Climático”.
CG/HF
Inforpress/Fim
Partilhar