
Lisboa, 29 Set (Inforpress) – O Governo cabo-verdiano prevê colocar em funcionamento, ainda este ano, o Centro de Acolhimento de Doentes Evacuados (CADE), no Prior Velho, Portugal, assegurando capacidade para acolher 42 doentes transferidos de Cabo Verde para tratamento médico.
A garantia foi dada hoje à imprensa pela ministra da Família, Inclusão, Desenvolvimento Social e Trabalho, Adélsia Almeida, após uma visita às instalações do CADE, acompanhada pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Comunidades e Defesa Nacional, Manuel Amante da Rosa, e representantes da Embaixada de Cabo Verde em Portugal e do Instituto Nacional de Previdência Social (INPS).
Segundo a governante, de momento, estão a ser tratadas todas as questões relacionadas com a parceria de gestão partilhada entre o INPS, que é o dono do CADE, e a Embaixada de Cabo Verde em Portugal que tem experiência na gestão de infra-estruturas como estas em Portugal.
“Há algumas questões que precisam ser definidas, nomeadamente, a gestão do funcionamento do CADE. Algumas responsabilidades estão neste momento a ser discutidas entre o Ministério da Família, Inclusão, Desenvolvimento Social e Trabalho e o Ministério dos Negócios Estrangeiro, e contamos que brevemente, ainda este ano o CADE entrará em funcionamento”, afirmou.
Adélsia Almeida explicou que a parceria entre os dois ministérios tem permitido ao longo dos anos assegurou o funcionamento do CADE que, segundo ela, funcionou “muito bem” até 2023.
Acrescentou ainda que a partir de 2023, o espaço passou por um processo de remodelação, tendo sido reinaugurado em 2025, mas que ainda não está em funcionamento.
“Não se justifica, que num país onde há uma grande procura por alojamentos, tenhamos pessoas que são transferidas (para tratamento médico em Portugal) e o contexto da doença por si só as coloca numa situação de vulnerabilidade, enquanto temos um espaço destes com todas as condições de alojamento e uma infra-estrutura adequada para o acolhimento e humanização, sem estar a funcionar”, sublinhou.
Por tudo isso, a governante garantiu que os dois ministérios tomarão todas as medidas para que o centro comece ainda este ano a acolher doentes do Sistema de Protecção Social Obrigatória transferidos de Cabo Verde para tratamento médico em Portugal.
De acordo com informações avançadas pela representante do INPS em Lisboa, Helena Mendonça, a instituição tem actualmente 586 doentes sob a sua responsabilidade, tendo os respectivos subsídios actualizados este ano para valores entre 720 a 1.600 euros, conforme a modalidade.
Questionada sobre a possibilidade de uma nova actualização dos subsídios atribuídos aos doentes transferidos, Adélsia Almeida reconheceu o aumento do custo de vida em Portugal, mas indicou que a questão será analisada pelo Governo cabo-verdiano tendo em conta as limitações financeiras do Estado de Cabo Verde.
FM/HF
Inforpress/Fim
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