
Porto Novo, 02 Mai (Inforpress) - O mercado de peixe da cidade do Porto Novo, em Santo Antão, que custou 21 mil contos, continua de portas fechadas dois anos após a inauguração e é já dado pelos porto-novenses como “um investimento perdido”.
O mercado de peixe, reivindicado insistentemente ao longos dos anos pelos operadores de pesca, designadamente pelas peixeiras, foi inaugurado em Setembro de 2022 e, passados 19 meses, o espaço continua de portas fechadas, já que as vendedeiras do pescado têm recusado ocupá-lo apesar dos apelos das autoridades.
A Inforpress abordou alguns munícipes sobre a situação do mercado e todos consideram que se está perante “um investimento perdido”, uma vez que não acreditam que as peixeiras vão ocupar espaço, a menos que sejam obrigadas pelas autoridades municipais.
“É evidente que o mercado de peixe, considerada pela câmara municipal como uma das maiores infra-estruturas económicas deste município, é um investimento perdido. Dois anos depois da sua inauguração, continua às moscas, porque as peixeiras não querem saber do mercado”, avançou um dos munícipes.
Conforme constatou a Inforpress, as vendedeiras insistem em vender o pescado nas ruas.
Algumas alegando “má localização” desta infra-estrutura que representou um investimento de 21 mil contos co-financiado pela cooperação luxemburguesa e pelo Ministério do Mar e outras apontam a necessidade do mercado ser melhor sinalizado para levar os consumidores a frequentar espaço.
Um argumento que a Câmara Municipal do Porto Novo considerou “incompreensível”, segundo o vereador que responde pelo desenvolvimento económico, Valter Silva, que lembrou, recentemente, que o mercado de peixe é uma infra-estrutura reivindicada pelas próprias peixeiras.
Segundo a edilidade, trata-se de mercado moderno, bem equipado e que dá “toda dignidade às peixeiras” que, mesmo assim, preferem continuar a exercer a sua atividade nas ruas.
As autoridades locais acreditam que os consumidores podem ajudar a persuadir as peixeiras a ocuparem o mercado, basta prescindir de comprar o pescado nas ruas.
A Associação dos Pescadores do Porto Novo tem estado a apelar às peixeiras a ocuparem o mercado, dotado de 28 bancas e de equipamentos de frio, conferindo maior dignidade à sua atividade profissional e assegurando um produto seguro aos consumidores.
JM/CP
Inforpress/Fim
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