Conselho de Segurança da ONU reúne-se de emergência segunda-feira para discutir Líbano

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Conselho de Segurança da ONU reúne-se de emergência segunda-feira para discutir Líbano
31/05/26 - 06:09 pm

Nova Iorque, EUA, 31 Mai (Inforpress) - O Conselho de Segurança da ONU vai realizar uma reunião de emergência na segunda-feira à noite, a pedido da França, depois de o exército israelita ter tomado a icónica fortaleza medieval de Beaufort, no Líbano.

A reunião vai acontecer imediatamente após outro encontro de emergência solicitado pela Roménia, em consequência da queda de um drone num edifício em Galati, agendada para as 15h00 locais (20h00 em Lisboa), avançou a agência de notícias francesa AFP citando fontes diplomáticas.

A reunião do Conselho de Segurança das Nações Unidas sobre o Líbano foi pedida pela França, como avançou hoje o ministro dos Negócios Estrangeiros francês, Jean-Noël Barrot.

Em entrevista à estação de televisão BFMTV, Barrot anunciou o seu pedido, que surge depois de Israel ter noticiado uma nova extensão da sua ofensiva terrestre no Líbano.

"Nada justifica o prolongamento das operações militares israelitas no Líbano ou uma ocupação cada vez mais profunda do território libanês", argumentou o ministro francês, descrevendo a situação como um "grave erro".

Os confrontos entre Israel e o movimento xiita libanês Hezbollah continuam quase diariamente, apesar da trégua teoricamente em vigor desde 17 de abril.

As hostilidades intensificaram-se no início de março, num contexto de crescentes tensões regionais ligadas ao conflito entre EUA/Israel e o Irão.

Por seu lado, o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, cujo Governo considera grandes áreas do sul do Líbano como zonas de combate, anunciou na sexta-feira que as forças israelitas tinham atravessado o rio Litani, situado a cerca de 30 quilómetros a norte da fronteira entre os dois países.

Hoje, o exército israelita declarou, nas redes sociais, que tinha alargado as suas operações contra alvos do Hezbollah a norte do Litani e que a ofensiva se estenderia a outras zonas.

O ministro da Defesa israelita, Israel Katz, afirmou que o objetivo é "destruir o poder do Hezbollah" e garantir a segurança das comunidades no norte de Israel e confirmou que as forças israelitas tinham assumido o controlo da fortaleza medieval de Beaufort, no sul do Líbano.

"Esta continuação das operações israelitas, este avanço, é contrário aos compromissos assumidos por Israel" no acordo de cessar-fogo, "ao direito internacional [...] e aos interesses e à segurança de Israel", disse hoje o ministro dos Negócios Estrangeiros francês.

Segundo Barrot, "cada cidade bombardeada, cada cidade ocupada, cada civil morto fortalece o Hezbollah a longo prazo".

Em meados de abril, Israel estabeleceu uma "linha amarela" (semelhante à que utiliza em Gaza) a cerca de 10 quilómetros da fronteira entre os dois países, sendo a área entre as duas linhas ocupada por tropas israelitas com vista a estabelecer a segurança do país.

Nos últimos dias, as forças armadas lançaram uma invasão para além dessa mesma linha divisória, o que gerou novas críticas internacionais e aumentou a pressão diplomática sobre o já que vários países e organizações internacionais alertam para o risco de uma maior desestabilização na região.

Inforpress/Lusa

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