
Cidade da Praia, 31 Mai (Inforpress)- Moradores de Ponta Belém criticaram hoje a capacidade de resposta das autoridades ao incêndio que continua activo na zona comercial, apontando falhas nos meios de combate às chamas e questionando a assistência às famílias afectadas.
No local, os residentes questionaram a capacidade operacional dos serviços de emergência para fazer face a uma situação desta magnitude e defenderam um reforço dos investimentos nos bombeiros, na protecção civil e em equipamentos de combate a incêndios.
Os moradores relataram à Inforpress que os primeiros agentes a chegar ao local foram elementos da Polícia Nacional, enquanto os bombeiros terão demorado mais tempo a iniciar o combate às chamas, numa altura em que o fogo já se encontrava em rápida propagação.
Segundo as testemunhas, a escassez de água condicionou igualmente as operações.
Os residentes afirmaram que o tanque utilizado pelos bombeiros ficou sem água por mais de uma vez durante a intervenção, obrigando ao reabastecimento e dificultando os esforços para controlar o incêndio.
“Em vez de gastar dinheiro com festivais e festas, deveriam investir mais nos bombeiros, na protecção civil e em equipamentos”, afirmou um morador à Inforpress.
Os residentes sustentam que uma resposta mais célere poderia ter reduzido a extensão dos danos provocados pelas chamas, que atingiram bancas de venda, mercadorias, habitações e outras estruturas na zona.
Além das críticas à actuação dos meios de socorro, os moradores questionaram quem irá assumir os prejuízos sofridos pelas famílias afectadas, muitas das quais perderam os seus bens e a principal fonte de sustento.
Até agora o incêndio permanece activo em algumas áreas, enquanto prossegue os trabalhos das equipas mobilizadas para debelar as chamas e evitar novos focos de propagação
A Inforpress continua no terreno em cima do acontecimento e a aguardar pelo posicionamento das autoridades envolvidas no controlo do incêndio.
KF/SR//AA
Inforpress/Fim
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