
Porto Novo, 25 Out (Inforpress) – O ano agrícola no município do Porto Novo, na ilha de Santo Antão, está a ser muito condicionado pela falta de trabalhadores, conforme reconheceram hoje os camponeses de diferentes localidades.
“Choveu muito este ano, chão continua muito molhado, mas infelizmente não há trabalhadores para a faina agrícola”, explicou o agricultor Adilson Silva, no Planalto Leste, adiantando que a falta de mão de obra está a comprometer a agricultura de sequeiro em toda a ilha de Santo Antão.
Para os agricultores, a escassez de mão de obra está a comprometer o futuro da agricultura no município do Porto Novo, alertando para a saída cada vez mais frequente dos jovens para outras ilhas e para o estrangeiro.
Na Ribeira dos Bodes, o porta-voz dos agricultores, Henrique da Luz, disse que a falta de trabalhadores para a agricultura está a deixar a classe preocupada, admitindo que o êxodo dos jovens pode comprometer a agricultura, neste vale.
“Não temos trabalhadores para a agricultura, o que nos deixa muito preocupados em relação ao futuro da agricultura na Ribeira dos Bodes”, disse Henrique da Luz.
A saída dos jovens para outras ilhas e para a emigração está a afectar também a agricultura na Ribeira das Patas, o maior vale agrícola do Porto Novo, explicou o líder dos agricultores, Arlindo Delgado.
Arlindo Delgado, que preside à Associação para o Desenvolvimento Integrado da Ribeira das Patas, tem vindo a alertar para o êxodo dos jovens, o que põe em causa, a seu ver, o próprio desenvolvimento desta localidade.
“Caso os jovens continuem a sair, daqui a pouco tempo será difícil encontrar trabalhadores para a faina agrícola em Alto Mira”, avisou o agricultor Ederlino Fortes, para quem “a falta de mão de obra é o principal desafio” para a agricultura neste vale.
Na Ribeira da Cruz, de acordo com a associação dos agricultores, além da emigração dos jovens, o serviço militar obrigatório tem contribuído também para deixar esta zona sem força de trabalho.
Vanderley Rocha, líder desta associação, tem estado a alertar para a escassez de trabalhadores para a agricultura, facto que pode pôr em risco esta actividade nos diferentes vales agrícolas.
JM/HF
Inforpress/Fim
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