
Cidade da Praia, 12 Mar (Inforpress) – O Governo contestou hoje, no parlamento, as declarações do PAICV que colocam em causa a credibilidade dos dados estatísticos produzidos em Cabo Verde, reafirmando a "seriedade e o reconhecimento internacional" do Instituto Nacional de Estatística (INE).
A ministra dos Assuntos Parlamentares, Janine Lélis, reagia às críticas da oposição que comparou dados do INE com informações de organismos internacionais, como o Fundo Monetário Internacional (FMI), para apontar alegadas discrepâncias.
Para a governante, o que se tentou fazer foi “pôr em causa, mais uma vez, uma importante instituição da República” [INE], responsável pela produção dos dados oficiais que servem de base à formulação de políticas públicas para responder aos principais desafios do país.
Janine Lélis sublinhou que diferentes instituições utilizam metodologias próprias na análise de dados, lembrando que “o FMI tem os seus critérios, o INPS [Instituto Nacional de Previdência Social] tem os seus critérios e o INE tem os seus critérios”, sendo que, em Cabo Verde, a produção oficial de estatísticas compete ao INE.
“A perspectiva de abordagem dessas instituições é diferente, mas quem produz os dados estatísticos oficiais para o país é o INE”, afirmou.
A ministra garantiu ainda que o INE não trabalha para agradar a governos ou partidos políticos, mas sim para servir o interesse público.
“A credibilidade dessas instituições existe exactamente porque não funcionam em função de conveniências”, disse.
A porta-voz do Governo reconheceu que podem surgir questões técnicas em alguns inquéritos estatísticos, mas assegurou que existem mecanismos para corrigir eventuais problemas.
Janine Lélis destacou igualmente o reconhecimento internacional do INE, indicando que a instituição é considerada uma referência por organismos como o FMI e a Organização Internacional do Trabalho (OIT) na produção de contas nacionais e na medição do emprego e desemprego.
Acrescentou que o instituto renovou no dia 05 de Março o seu mandato com as Nações Unidas para a produção de dados no domínio da governação internacional.
Para a ministra, o debate político não deve contribuir para o descrédito das instituições, alertando que tal prática não fortalece o sistema democrático.
“O que se espera é um engrandecimento do discurso político”, concluiu.
LC/CP
Inforpress/Fim
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