
Cidade da Praia, 14 Ago (Inforpress) – O vice-presidente da ACLCC disse hoje que os reclusos precisam ter rastreios sobre os cancros com mais frequência para um diagnóstico precoce porque, devido ao confinamento, devem ter "mais cuidados e acessos".
Benvindo Lopes falava à imprensa na abertura da palestra e rastreio de cancro de mama, colo de útero e próstata aos reclusos da Cadeia Central da Praia, que contou com a colaboração de equipa médica da Associação Cabo-verdiana de Luta Contra o Cancro (ACLCC), desde ginecologista, urologista, psiquiatra, enfermeiros, psicólogos, entre outros profissionais de saúde.
O vice-presidente da ACLCC Benvindo Lopes, que é também urologista, explicou que esta iniciativa tem como objectivo principal sensibilizar os homens e mulheres para o rastreio e diagnóstico precoce dos cancros.
“É um papel muito importante fazer esta promoção e prevenção da saúde para a camada que mais precisa de atenção”, disse o urologista Benvindo Lopes, apontando ganhos neste tipo de trabalhos no terreno.
“Ao fazer rastreio no terreno, reparamos que as pessoas já estão consciencializadas em fazer os rastreios dos cancros, através de trabalhos de sensibilização que temos feito e isto é muito importante para a prevenção”, salientou.
Por seu turno, a ministra da Justiça, Joana Rosa, que presidiu o acto de sensibilização para o rastreio desses diversos tipos de cancro, assegurou que este ministério tem um plano de saúde para as cadeias, com uma equipa técnica formada por médicos, enfermeiros e psicólogos que dá acompanhamento diário aos reclusos, sobretudo no plano da saúde mental.
“Trabalhamos também com o Ministério da Saúde, sobretudo para as consultas de especialidade, onde os reclusos têm total cobertura médica e medicamentosa”, frisou.
A governante acrescentou ainda que é preciso fazer mais especialmente no reforço da saúde oral destes reclusos.
A reclusa Rita Lopes considerou que este rastreio é "muito importante" tanto para as mulheres como para os homens, observando que é através da prevenção que se aumenta a esperança de vida, razão porque aconselha todos os homens e mulheres a fazerem um diagnóstico precoce.
Por seu lado, um outro recluso saudou essa iniciativa, considerando que é fundamental fazer este diagnóstico para saber o estado da saúde.
Avançou que é a primeira vez que está a fazer este tipo de rastreio e que, pela idade que tem, já deveria ter feito o rastreio há mais tempo. Por isso apelou a mais iniciativas deste género.
Este evento contou com a presença do director-geral dos Serviços Penitenciários de Cabo Verde, bem como do director da Cadeia Central da Praia e do presidente da ACLCC.
DG/HF
Inforpress/Fim
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