
Grão-Ducado do Luxemburgo, 19 Mai (Inforpress) – O grupo musical Pilon celebra 40 anos de carreira com uma digressão internacional que inclui actuações em Cabo Verde e vários países da Europa, assinalando quatro décadas de promoção do funaná junto da diáspora cabo-verdiana.
Fundado em 1985 no Luxemburgo por jovens cabo-
A banda participou ainda, a 09 de Maio, no Fête de
A digressão prossegue a 12 de Junho, no Fête de la
O programa inclui igualmente actuações a 04 de Julho, no Fête de la Musique, em Dudelange, Luxemburgo, e, no dia seguinte, no Dunya Festival, em Roterdão (Países Baixos).
Em entrevista à Inforpress, efectuada através da rede social Messenger, Antonino Gomes, conhecido artisticamente como Tony Furtado, baterista e responsável do grupo desde a fundação, explicou que Pilon surgiu numa altura em que os jovens cabo-verdianos no Luxemburgo dispunham de poucas opções de lazer.
Segundo o músico, os integrantes reuniam-se numa
Tony Furtado indicou que o projecto foi iniciado por António Pedro Monteiro, ao qual se juntaram Ambrósio Gomes, Fefa Cabral, Emílio Borges e outros jovens cabo-verdianos.
O responsável afirmou que a inexistência de grupos cabo-verdianos no Luxemburgo e a necessidade de criar espaços de convívio estiveram entre as principais motivações para o nascimento do Pilon.
Relativamente à identidade musical do grupo, explicou que o funaná se impôs “de forma natural”, devido à origem santiaguense dos integrantes, apontando os grupos Bulimundo e Tulipa Negra como as principais influências da banda.
Sobre o primeiro álbum, “Tradição”, recordou que a gravação ocorreu numa fase em que o grupo ponderava encerrar actividades, após a saída de António Pedro Monteiro.
Segundo contou, a sugestão de gravar um disco partiu de Ambrósio Gomes, inicialmente como recordação do percurso do grupo, mas o trabalho alcançou
Tony Furtado destacou igualmente “a forte ligação” do grupo com o público durante as digressões europeias, salientando que muitos estrangeiros apreciavam “o funaná dos anos 80” e identificavam o Pilon com “um som autêntico”.
O baterista apontou a primeira digressão a Cabo Verde, em 1995, como um dos momentos mais marcantes da carreira do grupo, recordando um concerto no Parque 05 de Julho, perante milhares de espectadores.
“Actuar em Assomada e Pedra Badejo foi muito
Sobre a evolução da música cabo-verdiana, considerou que os anos 80 e 90 representaram uma fase de “grande criatividade”, observando que muitos trabalhos dessa época continuam a ser valorizados e reeditados
Questionado sobre o papel do grupo na divulgação da
Em relação ao álbum “Nôs Meninos”, lançado em 1995,
O músico revelou ainda que a canção “Longi di Bô”
Acrescentou que, em 2025, o grupo assinou igualmente
Ao fazer um balanço do percurso do Pilon, Tony Furtado considerou que o grupo conseguiu ultrapassar diferentes dificuldades e tendências musicais ao longo de quatro décadas, mostrando-se satisfeito com o renovado interesse internacional pela música da banda.
O responsável defendeu ainda que o funaná representa “o lado mais africano de Cabo Verde” e afirmou que o público estrangeiro continua a valorizar a autenticidade do género musical.
O grupo lançou recentemente o álbum “Nu Sta Li” e deixou uma mensagem aos jovens músicos cabo-verdianos da diáspora, incentivando-os a preservar as raízes e a autenticidade da música de Cabo Verde.
JMV/AA
Inforpress/Fim
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