
Santa Maria, 21 Fev (Inforpress) – O responsável da organização da etapa cabo-verdiana do Circuito Mundial de Kitesurf do Sal 2026, Djô da Silva, fez hoje um balanço “globalmente positivo” da competição, apesar dos desafios provocados pelas condições meteorológicas durante a semana.
Em declarações à imprensa, o organizador explicou que eventos dependentes do mar e do vento exigem constante adaptação.
Segundo afirmou, a organização foi obrigada a alterar várias vezes o planeamento diário devido à falta de vento consistente ao longo da jornada competitiva.
“Num evento deste tipo nunca existe um plano totalmente fixo, porque dependemos do vento e das ondas. Foi cansativo tanto para os atletas como para a organização, mas conseguimos, ao final da tarde, boas condições em Ponta Preta”, destacou.
A decisão de encerrar a competição com dois vencedores, após a realização das semifinais, foi considerada pela organização como a solução mais justa face às circunstâncias.
“Os atletas fazem um grande esforço para viajar e competir aqui. Conseguir dois vencedores acabou por ser positivo, porque todos tiveram oportunidade de mostrar o seu nível”, afirmou Djô da Silva.
De acordo com aquele responsável, o resultado permite que os vencedores das semifinais somem a mesma pontuação no ranking mundial, enquanto os restantes semifinalistas dividem a posição seguinte na classificação geral da etapa.
Relativamente à competição feminina, que não chegou a ser realizada devido à ausência de condições ideais, Djô da Silva explicou que a etapa será considerada neutra no circuito, funcionando como prova descartável no cálculo final do ranking mundial.
“Foi uma aprendizagem para todos. O mar e o vento são elementos naturais que não podemos controlar”, frisou.
Apesar das limitações climáticas, o organizador salientou o desempenho logístico da equipa local e o reconhecimento internacional da capacidade organizativa de Cabo Verde.
“Mostrámos mais uma vez que o país tem condições técnicas e humanas para receber eventos de nível mundial”, sublinhou.
Para futuras edições, a organização admite ajustar o formato competitivo, nomeadamente através da criação de uma janela de espera mais alargada durante o mês de Fevereiro, permitindo escolher os melhores dias de ondulação e vento, à semelhança do modelo utilizado em grandes competições internacionais de surf.
Djô da Silva concluiu manifestando satisfação pelo impacto da prova e pela visibilidade internacional alcançada pela Praia de Ponta Preta e pela ilha do Sal.
Também o representante da Global Kitesports Association (GKA), Tom Hartmann, fez um balanço positivo do evento, reconhecendo que as condições meteorológicas ficaram abaixo das registradas em anos anteriores.
“Foi uma boa semana. O clima não esteve tão favorável como noutros anos, mas este é um desporto dependente do vento. Não é como o futebol, em que o campo é sempre igual. Precisamos das condições naturais”, explicou.
Apesar das limitações, Hartmann sublinhou que houve competição suficiente para definir o resultado masculino e garantir momentos de elevado nível desportivo.
“Tivemos muita acção, boas imagens e atletas extremamente motivados, mesmo em condições difíceis. Conseguimos mostrar o potencial de Ponta Preta”, afirmou.
A organização e a GKA consideram que o evento voltou a demonstrar a capacidade de Cabo Verde, particularmente da ilha do Sal, para receber competições internacionais de kitesurf, reforçando o posicionamento do arquipélago como destino mundial de referência para desportos de ondas.
NA/ZS
Inforpress/fim
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