Cidade da Praia, 02 Abr (Inforpress) - O ministro da Saúde, Jorge Figueiredo, afirmou hoje, na Praia, que a formação de epidemiologistas de campo tem sido essencial para reforçar a vigilância epidemiológica e a resposta rápida a emergências sanitárias em Cabo Verde.
O governante falava na sessão de abertura do workshop de formação de tutores do Programa de Treinamento em Epidemiologia de Campo que marca o início da sétima turma do programa.
“A necessidade de um sistema epidemiológico robusto é evidente num país como Cabo Verde que enfrenta a chamada dupla carga em que as doenças crônicas continuam a evoluir positivamente, ao mesmo tempo que continua a dar combate e a enfrentar as temíveis epidemias”, ressaltou.
Jorge Figueiredo avançou ainda que nos últimos 12 anos o país enfrentou mais de uma dezena de epidemias, incluindo uma pandemia global, caso do Covid-19, e lembrou que este mês celebra-se o primeiro ano desde a certificação do país livre do paludismo, enquanto se preparam para a certificação e eliminação da transição vertical do VIH e sífilis.
Em Cabo Verde, conforme o ministro da Saúde, os desafios persistem, mas os avanços sanitários foram significativos, assim como a melhoria na capacidade analítica, participativa, investigativa e comunicativa.
Por sua vez, a presidente do Instituto Nacional de Saúde Pública (INSP), Maria da Luz Lima, referiu que, desde a sua implementação em 2021, o programa já formou 94 epidemiologistas de campo, contribuindo significativamente para a monitorização e controlo de doenças no país.
Acrescentou ainda que a formação dos tutores é essencial para garantir a qualidade da capacitação e a eficácia das metodologias aplicadas.
O workshop de formação de tutores decorre entre os dias 2 e 4 de Abril e visa padronizar estratégias de orientação e avaliação, fortalecer a capacidade técnica dos tutores e aprimorar o processo de resposta a emergências de saúde pública em Cabo Verde.
O Programa de Treinamento em Epidemiologia de Campo conta com o apoio do Banco Mundial e é uma iniciativa aprovada pelo Comité Multissectorial da Instância Nacional de Coordenação.
DV/PC//ZS
Inforpress/Fim
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