
Cidade da Praia, 03 Jun (Inforpress) - O vice-presidente do Movimento para a Democracia (MpD), Luís Filipe Tavares, afirmou hoje que o período transitório na sequência das eleições legislativas de 17 de Maio está a decorrer com normalidade, em conformidade com a Constituição.
O político falava à imprensa após a audiência concedida pelo Presidente da República, José Maria Neves, aos partidos com assento parlamentar, antes da indigitação, hoje, do novo primeiro-ministro, saído das legislativas de 17 de Maio.
Segundo Luís Filipe Tavares, o actual chefe do Governo está a conduzir o processo de transição de forma “responsável e serena”.
“Está a decorrer absolutamente normal. O primeiro-ministro em funções é uma pessoa muito serena, tranquila e responsável e está a preparar a transição com toda a normalidade, de acordo com a nossa tradição democrática”, afirmou.
O dirigente democrata manifestou ainda o desejo de que o próximo executivo tenha sucesso no desempenho das suas funções, sublinhando que o MpD é um partido responsável e respeitador das regras democráticas.
“Desejamos sucessos ao novo primeiro-ministro, porque é assim a democracia e nós queremos o melhor para o nosso país”, declarou.
Durante o encontro com o chefe de Estado, acrescentou, foi confirmada a indigitação do novo primeiro-ministro ainda esta tarde, que posteriormente disporá de um período para formar o novo Governo.
O MpD, disse, concorda com este procedimento.
De acordo com os resultados finais das eleições legislativas de 17 de Maio, apresentados pela Comissão Nacional de Eleições (CNE) o PAICV recebeu 90.660 votos, o Movimento para a Democracia (MpD) recebeu 84.458 votos, a União Cabo-Verdiana Independente e Democrática (UCID) recebeu 9.812 votos, enquanto o Partido do Trabalho e da Solidariedade (PTS) recebeu 3.268 votos e o Partido Popular (PP) recebeu 529 votos.
A CNE confirmou, assim, a maioria absoluta do PAICV, com 37 dos 72 deputados da Assembleia Nacional.
Na próxima legislatura para cinco anos, o MpD terá 33 deputados, enquanto a UCID terá dois deputados.
O acto eleitoral registou uma abstenção recorde, com mais de metade dos eleitores inscritos a preferirem ficar longe das urnas (taxa de abstenção de 53,5%).
O novo parlamento vai ser composto por 38 homens e 34 mulheres.
DG/AA
Inforpress/Fim
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