
Nova Sintra, 26 Jun (Inforpress) – O presidente da Câmara Municipal da Brava considerou hoje que a tradicional Festa do Emigrante na ilha não representa apenas um momento de confraternização, mas um espaço privilegiado de diálogo, troca de ideias e reflexão conjunta.
Amândio Brito fez estas declarações aos jornalistas, à margem do convívio realizado na localidade de Fajã d’Água, no âmbito das festividades de Nhô São João, que todos os anos reúnem dezenas de emigrantes naturais da ilha.
Segundo o autarca, a presença dos emigrantes na Brava deve ser aproveitada para ouvir as suas opiniões e apresentar-lhes os projectos em curso e as perspectivas de desenvolvimento da ilha.
"Quando os emigrantes estão de visita, mostramos total disponibilidade para os ouvir e também para lhes apresentar os projectos que temos para a Brava, para que possam dar os seus contributos e colaborar activamente no processo de desenvolvimento deste município", afirmou.
Para o edil, estes encontros permitem fazer um balanço do estado da ilha, dar a conhecer os projectos existentes e incentivar um maior envolvimento da diáspora no desenvolvimento local.
"É importante aproveitarmos esta oportunidade para juntos, fazermos uma análise da situação da nossa ilha, explicar os projectos que estão em andamento e criar condições para que os emigrantes se sintam cada vez mais comprometidos com o desenvolvimento da Brava", sustentou.
Brito defendeu ainda que os emigrantes devem ser encarados como um recurso estratégico para o município, salientando que o seu contributo vai muito além das remessas financeiras.
"O nosso emigrante é, sem margem para dúvidas, um parceiro estratégico para o desenvolvimento da Brava. Não é apenas pelas encomendas e pelo dinheiro que envia, mas também pela sua capacidade intelectual, experiência e conhecimento. Tem muito para oferecer e é fundamental criarmos espaços de diálogo para debatermos e ajustarmos os projectos estruturantes que possam impulsionar o desenvolvimento da ilha", realçou.
Por sua vez, a porta-voz dos emigrantes presentes no encontro, Cândida Martins, manifestou a satisfação por regressar à sua terra natal para participar nas actividades das festas de Nhô São João.
A emigrante elogiou a organização das festividades e destacou o ambiente de confraternização vivido durante o convívio.
"Está tudo muito bem organizado. Este evento está espectacular e o ambiente é excelente. Estou a reencontrar pessoas que há muito tempo não via e isso deixa-me muito feliz", afirmou.
Cândida Martins apelou, igualmente, aos emigrantes para continuarem a visitar a ilha e contribuírem para o seu desenvolvimento.
"Devemos sempre regressar à nossa terra e contribuir com aquilo que estiver ao nosso alcance", defendeu.
A emigrante reconheceu que a Brava registou várias mudanças ao longo dos últimos anos, algumas positivas e outras menos favoráveis.
Como exemplo, apontou o estado de degradação da Escola Básica de Nossa Senhora do Monte, onde estudou, considerando urgente uma intervenção naquela infra-estrutura.
"A escola onde estudei encontra-se bastante degradada e isso entristece-me muito. É necessária uma intervenção urgente. Mas também é verdade que existem outras áreas onde se nota evolução e isso é muito positivo", concluiu.
DM/HF
Inforpress/ Fim
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