Santa Maria, 19 Mar (Inforpress) – O ministro do Turismo e Transportes disse hoje que é preciso “acelerar os passos” para integrar a economia local no sistema turístico a nível de cadeia de valores, em termos de produção, mas também na cadeia de abastecimento.
José Luís Sá Nogueira, que falava na abertura do workshop na ilha do Sal para debater o "Financiamento e Formação no Sector do Turismo" em Cabo Verde, sublinhou que os desafios são “enormes” e a população já usufrui de algum impacto em termos de turismo, mas é preciso fazer mais para integrar a economia local.
“E os desafios são enormes, mas nós precisamos integrar a economia local no sistema turístico, a nível de cadeia de valores, em termos de produção, mas também cadeia de abastecimento”, sublinhou.
Para isso, o responsável pela pasta do turismo advogou que é preciso trabalhar com os vários “players” do sector do turismo, e ver quais são os sectores da economia cabo-verdiana que têm potencial para fazer parte da cadeia de valores de abastecimento do sector do turismo.
Considerou que não se trata apenas dos hotéis, mas também os restaurantes e todos os outros serviços que concorrem para o desenvolvimento do turismo.
Nesse aspecto, destacou o financiamento, que disse não bastar apenas as linhas de crédito, mas que é preciso “identificar as oportunidades do negócio” e aproximar dos potenciais investidores locais para ter uma “actuação pedagógica” de como é que poderão investir e quais são as oportunidades do negócio.
“Isso para saber como poderão ter acesso ao financiamento para a empresa, e neste momento tem um programa que se chama Impulsiona, exactamente para impulsionar o desenvolvimento do turismo local, para que possam contribuir com mais valor naquilo que o turismo vem contribuindo para o produto interno bruto.”, frisou.
Exemplificou neste aspecto, a Pró-empresa, mas também as escolas de formação profissional do sector do turismo, que têm vindo a formar muitos técnicos para o sector do turismo, assim como o Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), que também tem apostado na formação para profissionais que não são directamente ligados aos hotéis ou à restauração.
“São áreas que dão suporte ao próprio desenvolvimento do turismo, como, por exemplo, profissionais de manutenção, de máquinas, de ar-condicionado, de equipamentos, de câmaras frigoríficas, mas também na área da canalização, na área da construção civil, porque nós precisamos de facto de profissionais, porque são muitos investimentos no sector do turismo e vamos precisar de cada vez mais técnicos”, salientou.
Nesse sentido, concluiu elencando esse “tripé”, financiamento, formação e impulsionar para que os investidores locais possam se envolver na cadeia de valores do turismo, “muito importante”, por isso o debate para esclarecer como “criar todas as condições” que possam concorrer para ter uma central de abastecimento aos hotéis com qualidade.
O “workshop sobre o Financiamento e Formação no Sector do Turismo”, moderado pelo presidente do conselho directivo do Instituto do Turismo de Cabo Verde (ITCV), Hamilton Jair Fernandes, contou ainda com a parecença do presidente da Câmara Municipal do Sal, Júlio Lopes.
NA/ZS
Inforpress/Fim
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