
Espargos, 28 Out (Inforpress) – A base do Pontão de Santa Maria, no Sal, vai ser integralmente executada em betão armado e a sua plataforma elevada em 1,5 metros, de modo a resistir à força das vagas e ao aumento do nível do mar.
As alterações técnicas e ambientais surgem na sequência dos estragos provocados pela recente tempestade "Gonçalo" na estância turística, e estendem o prazo de conclusão da empreitada de Abril para Outubro de 2027.
À margem de uma visita de constatação ao terreno, o ministro da Coordenação de Projectos Especiais e Acesso a Fundos, José Carlos Moniz Varela, explicou que a intempérie levantou novas exigências que obrigaram a rever a solução construtiva, num dossiê que será brevemente levado ao Conselho de Ministros.
“Temos questões técnicas e questões sociais e ambientais para resolvermos e penso que brevemente o Conselho de Ministros estará a dar uma solução definitiva sobre as questões técnicas e as questões ambientais já levantadas”, afirmou o governante.
A principal mudança prende-se com o abandono da madeira na estrutura principal em favor do betão armado.
“A ponte tinha uma parte que seria em madeira. Já se equacionou fazer-se em betão, porque senão a questão de segurança estará posta em causa”, sublinhou o ministro, ajuntando que “arquitectonicamente poder-se-á fazer a forragem em madeira”, mas a estrutura terá de ser em betão armado.
A elevação da ponte em 1,5 metros responde, por sua vez, ao aumento do nível médio das águas do mar em Cabo Verde, estimado em 35 por cento (%), evitando que as ondas exerçam pressão directa sobre o tabuleiro.
Com esta readequação do projecto, a obra que prevê a expansão da infra-estrutura para os 130 metros, pretende afastar a zona de acostagem e transbordo do ponto de rebentação das vagas, garantindo uma operação segura para os pescadores locais, embarcações de pesca desportiva e operadores de passeios turísticos.
Avaliado em cerca de 8,9 milhões de euros, o projecto prevê a ampliação do cais para 120 metros, a modernização do mercado de peixe e a criação de novas zonas de lazer, iluminação e apoio ao turismo e aos pescadores locais.
NA/ZS
Inforpress/Fim
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