
Cidade da Praia, 22 Out (Inforpress) – A FSC-CV pretende alargar a mostra de filmes educativos a outros jardins infantis, iniciativa realizada três vezes por semana na Escolinha Mininius, em Lém-Ferreira, mas condicionada pela falta de recursos financeiros e parcerias.
De acordo com o presidente da Fundação Servir Cinema Cabo Verde (FSC-CV), Júlio Silvão, em entrevista à Inforpress, a actividade decorre às segundas, quartas e sextas-feiras, às 10:30, e destina-se a crianças do jardim infantil.
A iniciativa começou em 2025 e integra um projecto mais amplo de exibição de filmes em comunidades escolares e bairros, desenvolvido em parceria com associações locais.
Segundo Júlio Silvão, a mostra utiliza filmes educativos e musicais para promover a aprendizagem das crianças, com conteúdos relacionados com os direitos da criança, a educação alimentar e os comportamentos adequados no jardim infantil, na escola e nas relações com outras pessoas.
“É fundamental que a criança incute na sua cabeça os seus direitos, porque pode recordar os adultos dos seus direitos”, referiu o responsável, sublinhando a importância dos conteúdos relacionados com os direitos da criança.
O presidente da Fundação Servir Cinema Cabo Verde indicou que a participação das crianças nas sessões é estimulada através de filmes acompanhados por músicas educativas, que facilitam a transmissão das mensagens.
Relativamente aos resultados da iniciativa, Júlio Silvão contou que alguns encarregados de educação, cujos filhos já frequentam a escola, lhe transmitiram mudanças no comportamento das crianças em casa, nomeadamente, em relação à alimentação e à hora de dormir.
Para o responsável, esses testemunhos indicam que as mensagens transmitidas durante as sessões ultrapassam o espaço da exibição e chegam às famílias através das próprias crianças.
“É extremamente importante que a comunicação passe daquela maneira, de filho para pai, de uma actividade extra-escolar”, afirmou.
A actividade é financiada integralmente pela Fundação Servir Cinema Cabo Verde, sem outros apoios financeiros, de acordo com o responsável.
Os custos de transporte e de deslocação dos equipamentos são alguns dos principais entraves apontados pelo responsável à extensão da iniciativa a outros jardins infantis, uma vez que a realização das sessões noutros estabelecimentos exige recursos de que a Fundação não dispõe actualmente.
Silvão lamentou igualmente a falta de respostas de instituições contactadas para estabelecer parcerias, situação que, na sua perspectiva, dificulta a mobilização dos recursos necessários à expansão do projecto.
A Fundação tem a intenção de dar continuidade à actividade na Escolinha Mininius e, caso consiga mobilizar os recursos necessários, levar as mostras de filmes a mais jardins infantis, centros de ensino e comunidades de bairro, podendo recorrer também a meios próprios.
KF/HF
Inforpress/Fim
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