Cidade da Praia, 12 Mar (Inforpress) – O ministro da Promoção de Investimentos e Fomento Empresarial, Eurico Monteiro, manifestou-se hoje confiante na continuidade e reforço da cooperação entre Cabo Verde e Portugal, apesar da crise política que levará este país europeu novamente a eleições legislativas.
O governante falava esta manhã, à margem de uma visita ao Núcleo Operacional da Sociedade de Informação (NOSi), ao ser abordado pelos jornalistas sobre a situação política em Portugal que culminou com a queda do governo.
“Estou absolutamente convencido que, com o novo governo, no mínimo também vai se manter ou se melhora, ou seja, qual for, nós temos apenas a garantia que, em Portugal, sendo a nossa cooperação estruturante, tudo vai continuar para dentro”, afirmou o ministro.
Eurico Monteiro, que foi embaixador de Cabo Verde em Portugal de 2017 a 2025, explicou ainda que a relação entre os dois países não depende de contextos conjunturais, mas baseia-as num quadro estrutural, independentemente das mudanças políticas.
Entretanto lembrou que com a queda do Governo do Partido Socialista liderado por António Costa, a cooperação manteve-se forte e foi reforçada ainda mais.
“Mas nós conseguimos, muito rapidamente, tínhamos um fundo climático que naquela altura tinha 12 milhões e meio de euros, e passou para 42 milhões e meio de euros”, referiu.
Segundo o ministro, o Fundo para a Formação Profissional orçado em 4 milhões de euros continua e foi aberta ainda uma linha de crédito de 100 milhões de euros.
O ministro, que se escusou a comentar a actual situação política em Portugal, sobretudo as últimas sondagens que apontam que o partido Chega tem perdido terreno, sublinhou que apesar desta situação há consenso que abrange desde a esquerda ao centro-direita, quanto à importância da cooperação entre Portugal e Cabo Verde, bem como no âmbito da CPLP e dos PALOP.
A Assembleia da República de Portugal chumbou na terça-feira a moção de confiança apresentada pelo governo liderado por Luís Montenegro, provocando a sua demissão.
De acordo com a Constituição portuguesa, a "não aprovação de uma moção de confiança" implica a "demissão do governo".
AV/ZS
Inforpress/Fim
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