
Cidade da Praia, 25 Jan (Inforpress) – Os 28 funcionários da Casa Parlamentar beneficiados com o curso Psicologia Positiva, durante três meses, receberam hoje os certificados de conclusão, tendo os representantes realçado o impacto positivo desta formação nas suas vidas pessoal e profissional.
Esta primeira formação dirigida aos funcionários da Casa Parlamentar surgiu, segundo o secretário-geral da Assembleia Nacional, Angelino Coelho, na sequência da declaração pelo Governo do ano 2024 como o ano da saúde mental.
“Nós temos aqui nesta casa mais de duas centenas de colaboradores. Mais do que colaboradores, eles também são pessoas, com qualidades, muitas, mas também que têm as suas limitações, as suas dificuldades. Pessoas que sonham, pessoas que, como todas as outras, também têm o seu ideal de felicidade”, disse.
Conforme este responsável, a ideia era exactamente ajudar a todos a saberem aproveitar aquilo que existe de melhor em cada um, conviver com aquilo que são as limitações pessoais e ultrapassar todas as dificuldades, os defeitos e problemas da vida.
Avançou, por isso, que pretendem dar continuidade ao curso, abrangendo também outros funcionários que não têm condições para entrar na pós-graduação porque não têm o curso de licenciatura, mas que também precisam desse instrumento para poderem organizar as suas vidas.
“E a partir disso também poderem contribuir para maior produtividade, um clima de maior serenidade, de tranquilidade, de espírito de colaboração aqui na Casa Parlamentar, que é o que nós precisamos”, afirmou.
A formanda, Hélia Soares aproveitou o momento para agradecer a iniciativa, uma vez que revelou sentir-se agora mais capacitada e evoluída em termos laborais, e também a nível pessoal para enfrentar o dia-a-dia.
Por seu lado, Evaristo Barros, funcionário há mais de 20 anos da Assembleia Nacional, realçou a importância desta formação afirmando que já participou de diversas acções de capacitação, mas nunca desde género, que, para o mesmo, era necessária.
“Contribuiu para aproximar os colaboradores, porque havia muita gente que mesmo trabalhando no mesmo lugar, não se falavam”, disse, para além de destacar que tiveram a oportunidade de conhecer outras ideias, por exemplo, de como numa organização é possível fazer para que as coisas corram da melhor forma.
O curso decorreu durante três meses e consistiu, conforme o director executivo da Escola Universitária Católica, o padre José Eduardo Afonso, em um conjunto de unidades curriculares, desde fundamentos da psicologia positiva aplicada às organizações e ao trabalho, retórica e técnica de persuasão, ética e deontologia profissional na interação à comunidade e ao local de trabalho, de entre outros.
Contou com profissionais técnicos e professores nacionais e de outras paragens, como do Brasil e Portugal, e, segundo o responsável desta universidade, está a ter boa aceitação por parte dos formandos.
ET/ZS
Inforpress/Fim
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