São Vicente: Vento forte condiciona arranque do campeonato nacional de beach vólei na Laginha

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São Vicente: Vento forte condiciona arranque do campeonato nacional de beach vólei na Laginha
22/05/26 - 07:01 pm

Mindelo, 22 Mai (Inforpress) – O forte vento na praia da Laginha, em São Vicente, condiciona hoje o arranque do campeonato nacional de beach vólei, obrigando a organização a reajustar a logística, reforçar estruturas e adaptar o formato competitivo da prova.

Em declarações à imprensa, o presidente da Federação Cabo-verdiana de Voleibol (FCV), António Rodrigues, explicou que as condições atmosféricas dificultaram a montagem das estruturas previstas para o evento, nomeadamente a bancada prometida pela Câmara Municipal de São Vicente, que ainda não chegou ao local.

“Quando chegámos de manhã, os postos estavam todos por terra por causa da forte ventania durante a madrugada. Tivemos de reforçar toda a estrutura”, afirmou, justificando o adiamento dos jogos que deveriam começar na manhã e agora decorrem sem bancos de árbitros, uma vez que o vento também derruba esses equipamentos.

Apesar das dificuldades, a organização decidiu avançar com a competição de vólei de praia, sustentando-se no regulamento da modalidade.

“O vento não é impedimento para jogar beach vólei. Joga-se com vento e até com chuva. É duro para os atletas, mas eles têm de se adaptar”, sublinhou António Rodrigues.

Segundo aquele responsável, o principal objectivo é evitar que o primeiro dia fique sem jogos, o que colocaria em risco a realização do campeonato, agendado apenas para hoje e sábado, 23.

Questionado sobre alegados descontentamentos por parte dos atletas, o dirigente disse desconhecer qualquer reclamação formal e garantiu que as equipas estão a receber apoio logístico, incluindo alojamento, alimentação e transporte.

A competição conta com sete duplas masculinas e seis femininas, divididas em dois grupos, depois da ausência de uma das equipas inicialmente previstas.

Face aos constrangimentos provocados pelo vento e pelo tempo disponível para os jogos, a organização admite reajustar o modelo das meias-finais.

“Vamos jogar até onde der. Se não for possível cumprir o formato previsto, a equipa técnica poderá adaptar o calendário”, explicou o presidente da FCV.

O torneio serve igualmente de preparação para compromissos internacionais das duplas nacionais.

Entre estes estão as irmãs Varela, campeãs nacionais, que utilizam a competição como treino antes de seguirem para uma etapa mundial em Itália.

Outras duplas deverão depois rumar à Guiné-Bissau para disputar a fase zonal de qualificação para os Jogos Olímpicos.

“É importante que joguem e ganhem ritmo competitivo, porque na Guiné-Bissau será uma competição muito exigente”, concluiu António Rodrigues.

LN/ZS

Inforpress/Fim

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