
Ribeira Grande, 30 Abr (Inforpress) – O Sindicato da Indústria Geral, Alimentação, Construção Civil e Afins (Siacsa) denunciou hoje, na Ribeira Grande, a existência de várias “ilegalidades laborais” em Santo Antão, exigindo a instalação urgente de uma delegação da Inspecção-Geral do Trabalho na ilha.
Em conferência de imprensa, após uma visita de dois dias à ilha, o coordenador do Siacsa, Heidy Ganeto, classificou a situação laboral como “extremamente preocupante”, apontando falhas na cobertura da Previdência Social e o não pagamento do salário mínimo em diversos sectores.
“O governo precisa fiscalizar o cumprimento do salário mínimo, a cobertura dos trabalhadores no Instituto Nacional de Previdência Social (INPS), bem como apoiar noutros sectores como a protecção civil, porque existem diversos acidentes que os bombeiros retrataram que têm muitas dificuldades devido à falta de equipamentos”, declarou.
Segundo Heidy Ganeto, os bombeiros na ilha operam sem subsídio de risco e não têm cobertura da previdência social em caso de acidente de trabalho, o que agrava o cumprimento da sua missão.
Durante a visita, a delegação do Siacsa reuniu-se com o presidente da câmara da Ribeira Grande e estabeleceu contactos directos com funcionários do saneamento, vigilantes, bombeiros e trabalhadores do comércio (lojas chinesas), da Ribeira Grande e Porto Novo, onde foram identificadas as principais queixas de atropelo aos direitos laborais.
EL/CP
Inforpress/Fim
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