AME 2026: Agentes internacionais recomendam profissionalização e identidade artística para projecção internacional de músicos cabo-verdianos

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AME 2026: Agentes internacionais recomendam profissionalização e identidade artística para projecção internacional de músicos cabo-verdianos
08/04/26 - 08:39 pm

Cidade da Praia, 08 Abr (Inforpress) - Agentes culturais internacionais defenderam hoje, na cidade da Praia, a necessidade de uma maior profissionalização e a afirmação da identidade artística como factores determinantes para a internacionalização dos músicos cabo-verdianos.

As recomendações surgiram no âmbito da 12.ª edição do Atlantic Music Expo (AME), durante a conferência sobre o “Papel estratégico da economia criativa para o desenvolvimento sustentável e cooperação regional”.

O director artístico e de produção do FMM Sines (Portugal), Carlos Seixas, afirmou à imprensa que Cabo Verde possui um potencial significativo, classificando a música como uma das maiores forças do país.

No entanto, chamou a atenção para fragilidades na apresentação dos projectos, sobretudo ao nível da organização e preparação dos materiais de divulgação.

“Cabo Verde não é um país pequeno, é um país enorme de grandes músicos. Mas é preciso uma comunicação clara e tecnicamente cuidada para facilitar a compreensão da identidade artística por parte dos programadores internacionais”, sublinhou Carlos Seixas, defendendo uma maior aposta em agentes que assegurem a componente administrativa e estratégica das carreiras.

O responsável destacou ainda a importância de materiais promocionais actualizados e de qualidade, com especial atenção aos conteúdos audiovisuais, que devem captar o interesse nos primeiros momentos.

Sobre o papel do AME, entende tratar-se de um espaço essencial para medir a dinâmica do sector musical cabo-verdiano e reforçar ligações com o mercado internacional, considerando-o um ponto de encontro relevante entre artistas, agentes e programadores.

No mesmo sentido, a directora do Oslo World Festival (Noruega), Alexandra Archetti, enfatizou que o sucesso global exige "tempo, consistência e uma construção sólida da identidade artística".

A responsável considerou fundamental que os artistas invistam na sua visão criativa e apostem numa estratégia de carreira que inclua participação em diferentes concertos e mercados, mesmo em fases iniciais.

A mesma realçou também a importância da ligação às raízes culturais como elemento diferenciador no panorama global, apontando que a autenticidade pode ser determinante para alcançar novos públicos.

Alexandra Archetti defendeu ainda a necessidade de acompanhamento profissional, com agentes capazes de orientar decisões estratégicas e gerir oportunidades em diferentes territórios, prática comum no circuito internacional.

No que diz respeito ao contexto cabo-verdiano, manifestou interesse na diversidade musical existente no país e incentiva o reforço da presença de artistas locais e regionais no AME, como forma de valorizar e tornar mais visível a produção musical do arquipélago.

A 12.ª edição do Atlantic Music Expo decorre na capital cabo-verdiana, reunindo centenas de profissionais da indústria musical de diversos continentes, entre artistas, delegados e jornalistas especializados.

KF/SR//CP

Inforpress/Fim

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