
Pedra Badejo, 05 Fev (Inforpress) – A Polícia Judiciária esclareceu hoje informações “falsas” divulgadas nas redes sociais sobre o homicídio ocorrido a 11 de Janeiro, em Ribeira Seca, Santa Cruz, assegurando que a investigação continua em curso e decorre sob segredo de justiça.
Num comunicado da PJ, através da Direcção Central de Investigação Criminal (DCIC) e da Secção de Investigação de Crimes Contra Pessoas (SICCP), o caso foi comunicado na manhã do dia 11 de Janeiro de 2026, após moradores terem localizado um corpo numa ribeira e de imediato, uma equipa deslocou-se ao local, confirmou o óbito de um indivíduo do sexo masculino e iniciou as diligências investigativas.
Informa ainda que, no decurso da investigação, em colaboração com a Polícia Nacional e o Ministério Público da Comarca de Santa Cruz, o cadáver foi identificado como sendo de José Wilson da Costa Quebra, conhecido por “Já”, de 41 anos, natural da freguesia de São Tiago Maior, residente em São Cristóvão, no mesmo município.
Ainda de acordo com a PJ, no próprio dia foram identificados e detidos dois indivíduos do sexo masculino, de 32 e 35 anos, ambos de nacionalidade cabo-verdiana, por fortes indícios de serem os presumíveis autores do crime.
Os suspeitos residiam em localidades distintas de Ribeira Seca e após o primeiro interrogatório judicial, o Tribunal da Comarca de Santa Cruz decretou, no dia 13 de Janeiro, a medida de coacção de prisão preventiva para ambos, que aguardam os ulteriores trâmites processuais na Cadeia Civil de São Martinho.
A instituição policial sublinha que a cooperação entre a PJ, a Polícia Nacional e o Ministério Público permitiu identificar e deter os suspeitos, lamentando o ocorrido junto dos familiares da vítima e apelando à sociedade para que evite a divulgação de informações falsas que possam perturbar o normal curso das investigações.
De ressaltar que no passado dia 18 de Janeiro, familiares, amigos e moradores de São Cristóvão realizaram uma manifestação no local onde o corpo foi encontrado, pedindo justiça pela morte de “Já”, recordando a vítima como pai dedicado de cinco filhos, trabalhador e sem histórico de conflitos.
Segundo relatos de moradores, o crime terá ocorrido por volta das 05:00 da madrugada do dia 11, tendo a família tomado conhecimento horas depois, sublinhando que o estado em que o corpo foi encontrado causou choque entre os familiares e vizinhos, que denunciaram ainda o desaparecimento de alguns pertences da vítima.
Durante a manifestação, os participantes manifestaram sentimento de insegurança na localidade e apelaram a uma maior presença das autoridades, bem como a investimentos básicos, nomeadamente, na melhoria da estrada de acesso e da iluminação pública, factores que, segundo dizem, contribuem para o isolamento da zona.
A comunidade garantiu que continuará mobilizada para que o caso seja totalmente esclarecido e para que os responsáveis sejam responsabilizados, enquanto a Polícia Judiciária assegura que a investigação continua em curso e que novos esclarecimentos serão prestados oportunamente, nos limites impostos pelo segredo de justiça.
MC/HF
Inforpress/Fim
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