
Mindelo, 22 Jan (Inforpress) – O primeiro-ministro anunciou hoje, no Mindelo, que vai apresentar publicamente no próximo dia 29 um balanço de execução do programa após tempestade, “com transparência” das contas dos recursos mobilizados e da sua aplicação.
Ulisses Correia e Silva deu essa garantia ao presidir a sessão solene em comemoração aos 564 anos do município de São Vicente.
O chefe do Executivo concentrou a sua intervenção sobre as consequências da tempestade Erin, que assolou a ilha a 11 de Agosto último, e asseverou que mais essa “crise” enfrentada pelo seu Governo obrigou as reconfigurações.
Uma reconfiguração, conforme a mesma fonte, quer de medidas, quer de políticas, de energia, tempo e de recursos para dar respostas emergenciais necessárias que “não esperavam outras alternativas”.
Essas medidas, continuou, no caso de São Vicente, exigiram mobilização de recursos adicionais que representaram 40 milhões de euros, do Fundo de Emergência e ainda dez milhões de dólares, doados pelo Banco Mundial.
E é neste sentido, asseverou, que o Governo vai fazer um balanço público, com a presença da comunicação social, para “prestar contas com transparência” daquilo que foram os recursos e daquilo que tem sido a aplicação.
Por outro lado, pretendem mostrar os resultados e a fase seguinte.
Ulisses Correia e Silva frisou que essa verba serviu para atribuir rendimentos solidários, subvenções, financiamentos, realojamento de famílias que ficaram sem casas, reconstrução de infraestruturas e apoiar empresas e empresários.
Tudo isto numa “intervenção célere”, que permitiu à ilha reerguer-se e continuar com “boas perspectivas de crescimento” devido aos diversos projectos, já concretizados e em andamento.
“Temos razões para estarmos confiantes, apesar das tempestades. Essas coisas existem como desafios que nos são impostos para darmos respostas”, considerou o primeiro-ministro, para quem 2026 é “um ano especial” devido a várias razões, entre as quais a presença de Cabo Verde no Mundial de futebol.
A tempestade Erin também dominou a intervenção do presidente da Câmara Municipal de São Vicente, Augusto Neves, que iniciou as suas palavras pedindo um minuto de silêncio às vítimas mortais.
“Estamos aqui reunidos, não para celebrar, mas para honrar, honrar a força que nos uniu e a dor que, infelizmente, marcou a nossa comunidade”, sustentou o autarca.
Augusto Neves enfatizou que ao longo do último ano, o poder municipal, e a própria sociedade, foram confrontados com a necessidade de tomar decisões difíceis e no limite, exigindo aplicar “muita determinação, empenho e coragem”.
“A tempestade que passou por nós não levou apenas árvores ou telhados. Ela levou vidas, testou a nossa segurança, o nosso sustento e, para muitos, a nossa paz de espírito”, reiterou.
No entanto, conforme a mesma fonte, ao se ver a ilha hoje, não se vê apenas danos, mas “algo muito mais poderoso”, que é resposta humana, considerou Augusto Neves, que durante a celebração homenageou diversos parceiros da edilidade, com entrega de certificados e flores.
Também presente no acto, a presidente da Assembleia Municipal de São Vicente, Helena Fortes, fez um balanço do seu primeiro ano de mandato, que, asseverou, “não foi fácil”, mas teve como maior ganho a aprovação do orçamento municipal e a criação das comissões da assembleia.
Helena Fortes disse agora que vai se concentrar em três pontos para o seu papel como servidora pública, primeiramente nos jovens, de seguida na descentralização da “máquina pesada” municipal e, por último, instalações condignas para a sede da assembleia.
Neste último ponto, a eleita municipal aproveitou a presença do primeiro-ministro para reforçar o apelo neste sentido.
LN/JMV
Inforpress/Fim
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