
Ribeira Grande, 25 Fev (Inforpress) – O presidente da Câmara Municipal da Ribeira Grande, Armindo Luz, afirmou hoje que a II Feira do Mar e do Pescador constitui um instrumento estratégico para consolidar a economia azul como pilar do desenvolvimento sustentável do concelho.
O evento, agendado para sábado, 28, na Boca de Pistola, Ponta do Sol, integra o programa das celebrações do Mês do Pescador 2026 e servirá de palco à apresentação de investimentos e projectos estruturantes orientados para a modernização, qualificação e valorização sustentável do sector das pescas no concelho.
Em declarações à Inforpress, Armindo Luz sublinhou que o evento se assume como uma plataforma de dinamização da cadeia de valor do pescado, abrangendo a captura, conservação, processamento, comercialização e articulação com o turismo e a restauração.
“Estamos a criar um espaço de mercado e promoção empresarial, onde pescadores, armadores, operadores turísticos, instituições financeiras, ONG e o Governo podem interagir e estabelecer parcerias”, afirmou, defendendo que o mar deve afirmar-se como motor de crescimento inclusivo.
O autarca evidenciou ainda o papel central dos pescadores na economia local, sustentando centenas de famílias e integrando a identidade das comunidades costeiras.
Segundo disse, a câmara municipal tem apostado na dignificação da actividade piscatória, promovendo melhores condições de trabalho, capacitação e modernização.
Entre os investimentos já concretizados, apontou a instalação de um posto de venda de combustível aos pescadores em Ponta do Sol, uma máquina de gelo com capacidade de três toneladas por dia, equipamentos idênticos em Cruzinha e Sinagoga, construção de abrigos para materiais de pesca, fibragem de botes e motorização das embarcações através de um modelo de financiamento misto.
Quanto à escolha de Boca de Pistola para acolher a feira, Armindo Luz, explicou tratar-se de uma opção estratégica e simbólica, tendo em conta a tradição piscatória da localidade e o seu papel histórico como ancoradouro natural e ponto de ligação marítima da ilha.
A edição deste ano prevê 25 expositores, entre transformadores de pescado, artesãos e empreendedores da economia azul, além de espaços de sensibilização ambiental, demonstrações de técnicas tradicionais de pesca e programação cultural e gastronómica reforçada.
Um dos momentos centrais será a apresentação pública do projecto de reconstrução do mercado de peixe da Ponta do Sol, considerado uma infra-estrutura estruturante.
"O novo edifício, orçado em mais de 37 mil contos, incluirá zona moderna de venda, câmara fria, unidade de produção de gelo, espaços de transformação alimentar e área multiusos no piso superior", referiu.
Segundo a mesma fonte, o financiamento está assegurado através de contrato-programa entre o Governo, pelo Ministério do Mar, e a CMRG, encontrando-se o concurso público em fase de recepção de propostas.
A feira incluirá ainda homenagem a seis pescadores das comunidades de Cruzinha, Sinagoga e Ponta do Sol, gesto que o presidente classificou como reconhecimento público pelo contributo ao sector.
Armindo Luz defendeu que o evento terá impacto económico transversal, dinamizando a comercialização directa do pescado e estimulando actividades conexas, numa estratégia que visa posicionar Ribeira Grande como referência nacional na promoção da economia azul sustentável.
LFS/HF
Inforpress/Fim
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