
Cidade da Praia, 19 (Inforpress) – O MpD estranhou hoje o facto de, dois meses depois de um debate no Parlamento sobre a agricultura, agendado a pedido do PAICV, este partido querer debater de novo este sector.
O grupo parlamentar do Movimento para a Democracia (MpD-poder) diz que o debate solicitado pela bancada parlamentar do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV-oposição) revela uma “incoerência política”.
O governo, sublinhou o porta-voz do MpD, Filipe Santos, tem uma “estratégia clara e consistente” para a transformação estrutural da agricultura, em ordem ao “aumento do rendimento das famílias rurais e o reforço da segurança alimentar”.
Para o deputado eleito pelo círculo eleitoral do Fogo, desde 2016 a esta parte, o país registou um “salto histórico” na gestão da água para a agricultura.
“A área irrigada com rega gota-a-gota passou de 27% para 63% (por cento)”, indicou Filipe Santos, para quem registou-se ainda um aumento “significativo” na mobilização de água subterrânea, tendo a dessalinização da água do mar deixado de ser uma promessa para se tornar uma realidade.
Adiantou, por outro lado, que foram executados mais 100 projectos hidroagrícolas e hidro-silvo-pastoris e criados 111 hectares de novos perímetros irrigados.
Segundo o político, para o efeito foram mobilizados “mecanismos inéditos” de financiamento, que incluíam microcrédito agrícola com juro zero e linhas de crédito com garantia do Estado.
Lembrou que, neste momento, o Ministério da Agricultura e Ambiente está a executar três programas de emergência no domínio das infra-estruturas hidroagrícolas.
“Perante crises sucessivas-erupção vulcânica, cheias, secas severas, pandemia e crise internacional, o governo respondeu com medidas estruturadas e sistemáticas, protegendo as famílias rurais e garantindo a continuidade da produção”, concluiu o deputado ventoinha.
Relativamente ao debate com o chefe do governo, uma iniciativa agendada a pedido dos deputados da União Cabo-verdiana Independente e Democrática (UCID-oposição) afirmou que vai permitir um esclarecimento “aprofundado” sobre a orientação da política fiscal e os seus impactos no crescimento económico do país.
“O governo conseguiu aumentar a arrecadação fiscal sem aumentar as taxas de impostos”, pontuou Santos, acrescentando que o crescimento das receitas resultou da modernização da Administração Tributária.
LC/JMV
Inforpress/Fim
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