
Ribeira Grande, 19 Jan (Inforpress) – Os deputados do PAICV eleitos por Santo Antão alertaram hoje para o estado crítico do troço da estrada da subida de Boca de Ambas as Ribeiras/Garça, que apresenta risco iminente de desabamento.
O alerta foi feito pela deputada Rosa Rocha à comunicação social, à margem de uma visita de cinco dias ao círculo eleitoral de Santo Antão, durante a qual a comitiva parlamentar visitou várias infraestruturas da ilha.
“Relativamente à estrada da Garça, continuamos a ter um problema grave, que pode inviabilizar a comunicação com aquela localidade, podendo a mesma ficar isolada, quer em termos de energia, quer de comunicações, quer de circulação”, alertou.
A deputada explicou que o muro de suporte naquele troço se encontra cada vez mais fragilizado e em risco iminente de derrocada, acusando o Governo de falta de intervenção atempada.
“Aquele muro está cada vez mais fragilizado e tinha de ceder. Já está a merecer a devida atenção, e o Governo sabe, há meses, que este problema iria acontecer e que, a cada chuva, a situação se agrava, exigindo uma resposta”, afirmou.
Rosa Rocha considerou ainda que o Executivo tem sido “reactivo, mas extremamente lento”, defendendo que Cabo Verde precisa de “um Governo que dê resposta às demandas em tempo útil, porque o desenvolvimento tem de ser assumido com responsabilidade”.
A mesma fonte revelou que a situação já foi comunicada à presidente da Câmara Municipal da Ribeira Grande, referindo que, apesar de estar a ser aberta uma via alternativa há vários meses, “o problema de rotura mantém-se” e continua a ser grave.
“Aquele muro, se não for intervencionado com urgência, vai cair e poderá arrastar os postes de energia e de telefone. O serviço de manutenção encontra-se a meio metro do muro, que está a ceder”, advertiu.
No âmbito da visita ao círculo eleitoral, os deputados do PAICV deslocaram-se também a Fontainhas, onde constataram problemas semelhantes em muros de suporte ao longo da estrada.
“Já tínhamos alertado o Governo e a Câmara Municipal de que os muros de suporte deveriam ser reconstruídos em alvenaria argamassada. Entretanto, não foi dada qualquer resposta e, na última chuva, alguns desses muros caíram, o que demonstra que a nossa preocupação tinha razão de ser”, sublinhou.
Segundo Rosa Rocha, alguns muros foram reconstruídos, mas outros mantiveram-se em pedra seca, defendendo que todos os troços críticos deveriam ser devidamente intervencionados antes da inauguração da estrada.
“Esperamos que a estrada não seja inaugurada sem que esses muros sejam devidamente reconstruídos, para evitar colocar vidas humanas em risco”, alertou.
LFS/JMV
Inforpress/Fim
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