Parlamento: PAICV e UCID pedem suspensão das privatizações nas vésperas das eleições e MpD não concorda

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Parlamento: PAICV e UCID pedem suspensão das privatizações nas vésperas das eleições e MpD não concorda
09/01/26 - 01:28 pm

Cidade da Praia, 09 Jan (Inforpress) – O PAICV (oposição) pediu hoje ao Governo para suspender as privatizações anunciadas no fim da legislatura por considerar ser “politicamente imprudente”, posição também assumida pela UCID, mas o MpD não concorda.

O porta-voz da bancada parlamentar do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV), Mário Teixeira, disse que as experiencias anteriores revelaram um “desastre social, económico e financeiro”.

“A forma como o Governo tem conduzido a gestão da coisa publica, em fim da legislatura, nomeadamente, através das privatizações e alienação de activos estratégicos, configura um problema sério de governação democrática, que exige denúncia politica clara e frontal”, indicou o deputado do PAICV.

Mário Teixeira fez estas considerações na declaração política que antecedeu o período antes da ordem do dia.

Para o PAICV, avançar com privatizações nas vésperas das eleições “compromete o futuro do país”.

Acrescentou que a opção do Governo “não é neutra nem inocente”, acrescentando que se trata de uma “escolha consciente” que revela que o executivo coloca o seu interesse acima dos interesses do Estado. 

“Privatizações em fim da legislatura configuram desvio grave do princípio da prudência democrática e o abuso político do poder governativo”, frisou Teixeira, para quem o argumento da urgência não convence a ninguém, já que o país não está em emergência económica.

Por sua vez, o deputado do Movimento para a Democracia, Luís Carlos Silva, acusou o PAICV de ser um partido “contra as privatizações como sempre foi”.

Os processos das privatizações, frisou o parlamentar, são “longos” e demoram anos, pelo que o que está a acontecer agora é a “conclusão de um longo processo que começou há muito tempo”.

No entender do líder da União Cabo-verdiana Independente e Democrática (UCID-oposição), João Santos Luís, referiu que o seu partido não é contra as privatizações, mas que, no final do mandato, por uma questão de “ética”, o Governo deve “suspender o processo".

Lamenta ainda o facto de as privatizações terem recaído sobre empresas que dão lucros ao país, quando, sublinhou, o correcto seria privatizar as empresas com risco fiscal e dão prejuízos.

LC/HF

Inforpress/Fim

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