Porto Novo/Martiene: Agricultores queixam-se do elevado custo de água e pedem operacionalização do sistema fotovoltaico

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Porto Novo/Martiene: Agricultores queixam-se do elevado custo de água e pedem operacionalização do sistema fotovoltaico
09/01/26 - 03:00 pm

Porto Novo, 09 Jan (Inforpress) – Os agricultores em Martiene, no município do Porto Novo, em Santo Antão, queixaram-se hoje do elevado custo de água para rega e pediram a operacionalização do sistema fotovoltaico instalado no furo desse vale. 

O porta-voz dos agricultores, Amandy Fortes, disse à Inforpress que os lavadores chegam a pagar entre 40 escudos e 50 escudos por cada metro cúbico de água, preço que consideram “muito elevado para as possibilidades” desta classe.

Este agricultor adiantou que o preço da água para a irrigação em Martiene “está insuportável para os agricultores”, muitos dos quais não conseguem incrementar a sua actividade como desejariam “por causa do custo exorbitante da água”. 

A mesma fonte informou que o sistema fotovoltaico instalado no furo local está inoperacional há quatro anos, uma situação que tem contribuído para o encarecimento da água.

Explicou que o furo tem estado a funcionar com base em energia convencional, fornecida a partir da rede pública.

O porta-voz dos agricultores informou que os mais de 40 lavradores em Martiene estão preocupados com o futuro da agricultura nessa localidade devido ao elevado custo de água, que poderia ser atenuado com a reparação do sistema fotovoltaico.

O responsável do furo, Celso Oliveira, confirmou que os agricultores têm estado a comprar a água a um preço que tem oscilado entre os 40 escudos e os 50 escudos por metro cúbico, havendo ocasiões em que o custo chegou a ultrapassar este valor.

A delegada da Agência Nacional de Águas (ANAS), Paulina Fortes, explicou que o sistema fotovoltaico está operacional, contrariando assim os agricultores, que alegam que os equipamentos não funcionam há vários anos.

Paulina Fortes adiantou que dois técnicos da ANAS visitaram, recentemente, Martiene e constatou que o sistema fotovoltaico está funcional, admitindo, porém, a possibilidade de as condições do tempo estarem a interferir no funcionamento dos equipamentos.

Nesta altura do ano, o sol está, geralmente, encoberto nesta zona, onde também faz nevoeiro, o que dificulta o funcionamento do sistema solar e, consequentemente, a produção de água.

Em relação ao custo de água, a delegada da ANAS defendeu que a gestão do furo é feita pelos utentes, neste caso, os agricultores, informando que a instituição que dirige apenas cobre uma taxa de quatro escudos por metro cúbico e o aluguer mensal do contador.

Por isso, disse estranhar que a água produzida pelo furo esteja a ser adquirida pelo preço de que falam os lavradores.

Martiene é um dos principais produtores de batata comum da ilha de Santo Antão.

A Inforpress constatou que, apesar das queixas relativas ao custo de água, os produtores agrícolas estão nesta altura envolvidos na sementeira de batata comum.

JM/ZS

Inforpress/Fim 

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