Cidade da Praia, 19 Ago (inforpress) – Os fotógrafos Fernando Couto e Cláudio Bettencourt defenderam hoje, em entrevista à Inforpress, que há desafios na profissão, apesar do seu crescimento no mercado.
Os dois profissionais falavam no âmbito da celebração do Dia Internacional da Fotografia, assinalado a 19 de Agosto, e este ano assinalado sob tema “a arte da fotografia e incentivo à prática fotográfica”.
Para Fernando Couto, conhecido na área profissional como Sueco Couto, trata-se de uma profissão “bonita e inspiradora”, mas que em Cabo Verde a falta de condições e de equipamentos disponíveis torna a profissão difícil, sendo estes alguns dos desafios enfrentados pelos profissionais.
Sueco Couto, que é fotógrafo oficial da Casa Presidencial e do Presidente da República, é da opinião que se um fotógrafo quer ter qualidade no trabalho é preciso ter bons equipamentos, mas que “infelizmente é muito difícil conseguir” esses equipamentos no país, comparado com a realidade de outros profissionais internacionais.
“Para o nosso mercado investir é muito difícil, ter acesso aos materiais é um desafio para qualquer fotógrafo, comparado com os fotógrafos internacionais que possuem bons equipamentos e o acesso é mais fácil”, confirmou Sueco Couto.
Revelou que antes havia poucas pessoas formadas na área, mas que actualmente já é uma profissão com um número avançado de profissionais que têm conquistado valor no mercado.
No seu caso, contou que começou a trabalhar como fotógrafo em 1985 com a família, onde foi despertando o interesse e aperfeiçoando-o através de formações, até se tornar um fotógrafo profissional.
A seu ver a experiência vai se ganhando todos os dias, com o objectivo de entender todo o processo de sincronização, do trabalho manual e obter uma boa qualidade de imagem.
Apesar de estar hoje focado em fotografias oficiais, diz que faz outros tipos de fotos, e todos têm o seu grau de complexidade.
Já o jovem Cláudio Bettencourt iniciou na área em 2018, como fotojornalista na empresa Inforpress.
Antes disso, revelou que não “enxergava” na profissão uma paixão, mas que com o tempo foi ganhando o gosto e mais interesse pelas técnicas fotográficas e da qualidade que o trabalho exige.
A seu ver, o fotojornalismo exige mais, comparado com uma foto de paisagem, por acreditar que a captura é feita no momento e sem chances de ser encenado, ou cortado.
“É um tipo de fotografia muito exigente, pelo que somos capacitados a todo o momento, para um estilo mais profissional”, afirmou Cláudio Bettencourt.
Assegurou também que é uma profissão que tem a sua importância no mercado, mas que ainda não é tão valorizada, apesar do aumento de profissionais.
Disse que os desafios se prendem também com os fotógrafos que estão a iniciar no mercado de trabalho, onde o reconhecimento é diferencial em relação aos que já trabalham há mais tempo.
“Vários ministros, por exemplo, querem fotos nas suas páginas da rede social e o valor pago não é igual ao que se paga para os fotógrafos que já trabalham há mais tempo na área”, descreveu.
Afirmou ainda que um trabalho de qualidade precisa de ser investido, seja em materiais ou em recursos humanos.
A fotografia é uma forma de arte e um meio de comunicação que permite eternizar momentos, contar histórias e expressar visões pessoais do mundo.
Com a evolução da tecnologia, a fotografia se tornou acessível a todos, permitindo que fotógrafos amadores ou profissionais capturem e compartilhem suas experiências e emoções.
Não há dúvidas que a fotografia é admirada por muitas pessoas e é considerada uma arte incrível desde a sua invenção.
OS/JMV
Inforpress/
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