Cidade da Praia, 03 Abr (Inforpress) - O Instituto do Desporto e da Juventude (IDJ) manifestou a sua estranheza pelo facto do paralímpico Marilson Semedo, número dois do “ranking” africano, ter responsabilizado instituições desportivas no seu anúncio do término da sua carreira desportiva.
Atleta qualificado para o Mundial, Marilson Semedo alegou falta de condições para prosseguir os treinos em Portugal, onde passou a residir, responsabilizando a Federação Cabo-verdiana de Desporto Adaptado, o Comité Paralímpico de Cabo Verde e o Instituto do Desporto e da Juventude de faltar com os seus compromissos.
De acordo com o comunicado do IDJ, estas três instituições sempre o deram suporte e o proporcionaram oportunidades de crescer na sua actividade desportiva e representar o país em grandes palcos internacionais.
Grand Prix de Nottwil-Suíça 2023, Campeonato Mundo para Atletismo- Paris 2023, Grand Prix de Itália-Jesolo 2024, Grand Prix de Marraquexe- Marrocos 2024 e Jogos Paralímpicos de Paris 2024 são algumas das provas internacionais citadas pelo IDJ de que o referido atleta paralímpico tem, desde 2017, sempre financiadas pelo Governo de Cabo Verde.
“Não tendo o IDJ qualquer responsabilidade na gestão da carreira de quaisquer agentes desportivos, mormente atletas, afirmarmos não sermos apanhados de surpresa com o anúncio do término prematuro da carreira desportiva do atleta Marilson Semedo”, realçou.
Sublinha a missiva que “antes dos Jogos Paralímpicos de Paris2024, prova em que o atleta participou com total suporte financeiro do Governo de Cabo Verde, através do IDJ, uma vez que a campanha de angariação de fundo do Team Cabo Verde, apenas cobriu a missão olímpica, Marilson já havia decidido abandonar as condições que sempre lhe foram proporcionadas em Cabo Verde para se tornar um imigrante em Portugal”.
De acordo com a mesma fonte, “o atleta já tinha o sonho de que teria nesse país melhores condições para desenvolver a sua actividade, condições essas que agora o levam a pôr término a sua carreira”.
“Paradoxalmente, foi com as condições que Marilson Semedo abandonou em Cabo Verde, que o mesmo se tornou o número 2 do ranking africano no lançamento de dardo, categoria F57 e 16º a nível mundial”, esclarece o IDJ, sublinhando que “após os jogos de Paris2024”, tornou-se atleta de basquetebol em cadeiras de rodas.
De resto, acusa Marilson Semedo de não ter apresentado nenhum relatório da sua actividade no âmbito da Bolsa Atleta, desde Setembro de 2024, lembrando que o atleta foi bolseiro do programa Bolsa Atleta do IDJ, enquanto atleta paralímpico do atletismo adaptado, mas, ainda assim, o IDJ manteve a sua bolsa até Dezembro de 2024”.
Para o IDJ são falsas as declarações de que as autoridades o prometeram apoios no âmbito da cooperação desportiva internacional.
SR/CP
Inforpress/Fim
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