
Porto Novo, 13 Mar (Inforpress) – O Sindicato Livre dos Trabalhadores de Santo Antão (SLTSA) prepara uma queixa a apresentar à Procuradoria Geral de República (PRG) contra o Ministério da Agricultura e Ambiente, numa acção que envolve os trabalhadores deste ministério nesta ilha.
A informação foi avançada hoje pelo secretário permanente do SLTSA, Carlos Bartolomeu, que adiantou que este sindicato deseja a intervenção do PGR na “resolução da situação em benefício dos trabalhadores, reavendo todos os seus direitos” a nível de salários e da protecção social, “desde a assinatura do primeiro contrato, em 2020”.
Este sindicalista, em declarações à imprensa, recordou que, desde 2018, tem feito, “sem nenhuma resposta”, muitos pedidos ao MAA para se sentar à mesa com o SLTSA para discutir a situação dos trabalhadores, considerando “um imperativo urgente” a resolução dos problemas com os quais esses colabores se deparam.
“A precariedade do vínculo laboral, a insuficiência de recursos humanos, a falta de regulamentação da carreira, a necessidade de se criar a carreira técnica dos profissionais do MAA são um imperativo urgente”, notou este responsável.
O secretário permanente do SLTSA entende como sendo “útil e necessário reconsiderar o trabalhado” prestado por esses trabalhadores, quais sejam, guardas, pessoal de limpeza, assistentes dos campos de produção e ensaios, viveiristas e outros.
Disse que este sindicato tem vindo a insistir na necessidade de o MAA “se sentar à mesa para dialogar com os sindicatos “para juntos procurarmos soluções sem que haja a necessidade de recorrer a outras formas de luta”.
Porém, face à “falta de resposta” por parte deste ministério, o SLTSA vai recorrer à PGR, denunciando a situação dos trabalhadores, muitos dos quais continuam a auferir um salário de 249 escudos diários, denunciou.
“Esses profissionais estão desgastados física e psicologicamente, estão desmotivados”, avisou Carlos Bartolomeu, acusando o ministro da Agricultura e Ambiente de falta de diálogo e de “ignorar as várias comunicações” enviadas pelo SLTSA sobre a situação dos trabalhadores de Santo Antão.
JM/CP
Inforpress/Fim
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