
Cidade da Praia, 13 Mar (Inforpress) – O presidente da Cruz Vermelha de Cabo Verde, Arlindo de Carvalho, afiançou hoje que, apesar dos desafios, a instituição conseguiu cumprir na plenitude o plano de actividades e gerir de forma “eficiente” o orçamento em 2024.
Arlindo de Carvalho fez estas afirmações à imprensa, à margem do encontro Anual do Conselho Superior e das lideranças, que reuniu representantes de todo o país, para avaliar os resultados do último ano e debater os desafios e oportunidades para fortalecer a missão humanitária, aprimorar serviços comunitários e otimizar operações nacionais.
“Temos saltos muito positivos em relação não só às acções, mas também em relação àquilo que foi prognosticado, nomeadamente a entrada em funcionamento da plataforma de jogos, que foi uma grande aposta da sociedade nacional, e a implementação paulatina dos projectos que integram o Centro Integrado de Saúde e Cuidados”, afirmou.
Arlindo de Carvalho destacou as acções realizadas no ano transacto para a materialização de projectos importantes e o engajamento dos voluntários na luta contra a dengue.
Este ano, indicou, a CVCV completa 50 anos de criação e ainda existem vários desafios a serem ultrapassados realçando a sustentabilidade financeira, gestão do voluntariado como principais desafios.
“Nós temos recebido uma boa adição por parte de várias categorias da população cabo-verdiana que querem, através da Cruz Vermelha, doar aquilo que tem que é o amor ao próximo. Por outro lado, sentimos que também temos que nos preparar melhor. Há determinados tipos de voluntariado, que requerem uma preparação melhor, nomeadamente no campo da tecnocracia que temos de trabalhar, da intelectualidade”, referiu.
Defendeu, neste sentido, a necessidade de mobilização e capitalização dos recursos humanos da CVC, que neste momento conta com cerca de dois mil voluntários, para fazer face aos constrangimentos que a instituição tem enfrentado no que se refere à perda de voluntários devido à emigração.
“A mobilidade, tanto nacional como internacional, tem criado instabilidade, às vezes, no nível do funcionamento e da direcção dos conselhos locais. Somente no ano passado, salvo erro, tivemos cinco situações em que, obrigatoriamente, tivemos que gerir. A mobilidade das pessoas à procura de uma vida melhor tem trazido também para o universo do voluntariado algumas preocupações”, informou
Arlindo de Carvalho mostrou-se, por outro lado, “preocupado” no que se refere à mobilização de apoios e donativos internacionais, por forma a melhorar a capacidade de actuação da Cruz Vermelha e dar respostas às necessidades das camadas da população mais fragilizadas.
Para 2025, adiantou, a Cruz Vermelha continuará empenhada em trabalhar na implementação de projectos estruturantes e com impactos positivos na vida das pessoas.
“Estamos a ultimar a conclusão da Casa Solidária da Cruz Vermelha de Cabo Verde, estamos também a ultimar um pacote importante com parceiros nacionais, no sector da imobiliária. Tudo, para reforçar a base de sustentabilidade financeira, e vamos ter muitos, muitos mais outros projectos no ano de 2025”, concluiu.
CM/CP
Inforpress/Fim
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