Praia: Comissões de finalistas apelam à protecção das crianças contra o abuso sexual

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Praia: Comissões de finalistas apelam à protecção das crianças contra o abuso sexual
07/11/26 - 07:32 pm

Cidade da Praia, 07 Nov (Inforpress) – As comissões de finalistas das escolas secundárias apelaram hoje, na Cidade da Praia, a um maior envolvimento da sociedade na prevenção do abuso sexual de crianças, exigindo mais sensibilização, protecção das vítimas e responsabilização dos autores destes crimes.

O apelo foi feito pela porta-voz das comissões de finalistas, Nelciete Tavares, à margem de uma acção de sensibilização “Ami també é um vitima” (Eu também sou uma vítima), promovida pelo movimento, no Liceu Domingos Ramos, na Praia.

A iniciativa foi acompanhada por marchas noutras ilhas, com o objectivo de mobilizar a sociedade para a prevenção da violência sexual e a defesa dos direitos das crianças.

Nelciete Tavares explicou que a iniciativa pretende chamar a atenção para os casos de abuso sexual infantil, quebrar o silêncio em torno deste fenómeno e pressionar as entidades competentes a responsabilizarem os autores destes crimes.

“Proteger as nossas crianças exige consciência e uma voz activa. Temos de dar a cara e falar por aquelas que, infelizmente, não tiveram oportunidade de dar a sua voz”, afirmou.

Aquela responsável adiantou que a intenção é dar continuidade à iniciativa através de acções nas escolas, com profissionais capacitados para ensinar às crianças a identificar situações de violência sexual, reconhecer os limites do próprio corpo e saber onde procurar ajuda.

Por sua vez, Elsa Varela, mãe e professora, defendeu um maior acompanhamento das crianças vítimas de violência sexual, considerando que estas ainda “não são suficientemente ouvidas”.

A participante chamou a atenção para a “necessidade de profissionais com preparação psicológica” para conversar com crianças, identificar sinais de abuso e garantir que os seus testemunhos sejam devidamente considerados.

Elsa Varela frisou igualmente que as famílias “devem criar relações de confiança com as crianças”, para que estas se sintam seguras para comunicar situações de violência, alertando para os casos em que menores “continuam a viver” no mesmo ambiente que os alegados abusadores.

A iniciativa foi marcada por mensagens de sensibilização como “Nos, crianças nos futuro”, “Ka bu toka na nha Korpu” e “Criança nasceu para ser amada e não abusada”, numa chamada de atenção para a necessidade de prevenir e combater todas as formas de violência contra menores.

CG/ZS

Inforpress/Fim

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