
Sal Rei, 06 Nov (Inforpress) – A falta de recursos humanos e o atraso no funcionamento do bloco operatório marcaram as principais preocupações apresentadas ao Ministro da Saúde, que encerrou hoje a sua visita de trabalho de dois dias à ilha da Boa Vista.
No final de uma reunião de quase três horas com os funcionários da Delegação de Saúde local, o ministro da Saúde, Lúcio Miranda Fernandes, reconheceu a gravidade dos constrangimentos apresentados pela classe, apontando a escassez de médicos, enfermeiros, auxiliares e técnicos como o problema central.
A falta de ambulâncias e de viaturas de transporte para a delegação esteve igualmente em destaque durante a reunião.
“A ilha da Boa Vista tem outro problema que é o bloco operatório, que começou a construção em 2019 e ainda não está a funcionar”, afirmou o ministro, destacando a necessidade de juntar esforços com empreiteiros e fornecedores de equipamento para viabilizar a infra-estrutura com brevidade.
Lúcio Miranda Fernandes destacou ainda que a abertura do bloco exige a fixação de especialistas no terreno. Nesse sentido, adiantou que a cooperação cubana já garantiu a colocação de um cirurgião fixo na ilha, prevendo-se também o reforço de especialistas em medicina interna, endocrinologia, pediatria e ginecologia, além da celebração de contratos para a chegada de quatro enfermeiros e dois médicos de clínica geral.
Confrontado com as denúncias do sindicato SIACSA sobre alegado clima de medo e represálias na estrutura de saúde local, o ministro indicou que os funcionários não devem ter medo, e garantiu que podem expressar livremente suas preocupações.
O governante defendeu que, num país democrático, a hierarquia deve ser respeitada num ambiente de respeito mútuo, mas sem espaço para perseguições, frisando que a sobrecarga nos turnos resulta essencialmente do défice estrutural de pessoal.
Relativamente à implementação do Plano de Cargos, Funções e Remunerações (PCFR), o ministro assegurou que o processo está a decorrer, destacando a resolução da situação de 1.552 agentes de serviços gerais a nível nacional, um investimento superior a mil milhões de escudos.
Lúcio Miranda Fernandes revelou ainda que o Estado está a fazer esforços para proceder ao pagamento dos retroativos de 2025 até ao final do mês de Dezembro.
A missão oficial na Boa Vista terminou com uma visita ao Posto Sanitário de Fundo das Figueiras, infra-estrutura que vai ser contemplada com obras de reabilitação.
MGL/ZS
Inforpress/Fim
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