UCID exige plano para mitigar efeitos do preço dos combustíveis no prazo de  30 dias

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UCID exige plano para mitigar efeitos do preço dos combustíveis no prazo de  30 dias
14/10/26 - 06:53 pm

Mindelo, 14 Out (Inforpress) – O presidente da UCID exigiu hoje ao Governo que apresente, no prazo de 30 dias, um plano para mitigar os efeitos do preço dos combustíveis e pediu transparência nas nomeações públicas e metas para os próximos seis meses.

João Santos Luís, presidente da União Cabo Verdiana Independente e Democrática (UCID, oposição) falava em conferência de imprensa   de reacção ao balanço dos primeiros 100 dias de governação.

O político começou por reconhecer que “o período é curto para concretizar reformas estruturais”, mas considerou “suficiente para definir prioridades e adoptar medidas concretas”.

João Santos Luís mostrou-se preocupado com o impacto do preço dos combustíveis no custo de vida e na actividade económica e pediu medidas temporárias e selectivas de apoio aos transportadores, pescadores e agricultores.

“A política de combustíveis é também uma política de protecção do rendimento das famílias, de defesa da actividade económica e de combate ao agravamento do custo de vida”, sublinhou.

João Santos Luís questionou ainda os critérios de substituição de dirigentes na Administração Pública e nas empresas públicas e apelou à valorização do mérito, da competência e da transparência.

“Não deve prevalecer a lógica de que sai o vosso para entrar o nosso. Deve prevalecer a lógica da competência, do mérito e da responsabilidade pelos resultados”, afirmou.

A UCID pediu igualmente que, no prazo de 30 dias, sejam divulgados os critérios de escolha dos dirigentes públicos e que, em 60 dias, o Governo apresente metas mensuráveis para os seis meses seguintes, com destaque para a saúde, educação, emprego juvenil, transportes interilhas e melhoria dos serviços públicos.

“Governar não é apenas anunciar intenções. É estabelecer metas, mobilizar recursos, cumprir prazos e prestar contas pelos resultados”, frisou João Santos Luís.

O presidente da UCID garantiu que continuará a fiscalizar a acção governativa, reconhecendo as medidas positivas e apresentando alternativas sempre que considerar necessário.

CD/JMV

Inforpress/Fim

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