
Lisboa, 06 Set (Inforpress) – A Associação Maense em Portugal (AMP) e a Associação Caboverdeana de Lisboa (ACL) manifestaram hoje profunda consternação e solidariedade para com as famílias das 25 vítimas mortais do acidente de viação ocorrido sábado, na ilha do Fogo.
Em notas de pesar divulgadas na sequência da tragédia, as duas organizações cabo-verdianas em Portugal apresentaram condolências às famílias e amigos das vítimas, à população da ilha do Fogo e a todo o povo cabo-verdiano.
A AMP considerou que a perda de vidas humanas é sempre uma dor difícil de traduzir em palavras, sublinhando que a dimensão da tragédia se torna ainda mais dolorosa quando envolve jovens com “todo um futuro de sonhos, projectos e esperanças” pela frente.
“Perder inesperadamente alguém que amamos é uma das dores mais difíceis que um ser humano pode enfrentar. Quando se trata de uma vida jovem, interrompida quando ainda havia tantos caminhos por percorrer e sonhos por realizar, essa dor torna-se ainda mais profunda”, lê-se na nota assinada pelo presidente da associação, Carlos Frederico.
A AMP estendeu igualmente a sua solidariedade às pessoas afectadas pelo acidente, às equipas de socorro e a todos quantos têm prestado apoio às famílias e à comunidade foguense.
“Perante uma tragédia desta dimensão, as palavras tornam-se pequenas. Resta-nos a solidariedade, a humanidade e a capacidade de permanecermos unidos na dor”, afirmou.
Por seu lado, a ACL classificou o acidente como uma “tragédia que nos deixa sem palavras”, manifestando solidariedade às famílias das vítimas, à população do Fogo e a todo o povo cabo-verdiano.
Na nota, a associação refere que, segundo informações preliminares, o acidente provocou pelo menos 25 mortos, “na sua maioria crianças”, e deixou várias pessoas feridas.
“A perda de vidas humanas é sempre dolorosa, mas quando entre as vítimas se encontram crianças, que representam a esperança, os sonhos e o futuro das nossas famílias e do nosso país, a dor torna-se ainda mais difícil de expressar”, afirmou.
A associação endereçou ainda votos de rápida e plena recuperação aos feridos e reconheceu o trabalho desenvolvido pelos profissionais de saúde, bombeiros, forças de segurança, equipas de emergência, voluntários e cidadãos envolvidos nas operações de socorro e apoio às vítimas e às suas famílias.
As duas organizações destacaram igualmente que a distância entre a diáspora e Cabo Verde não diminui o sentimento de dor e solidariedade perante a tragédia.
“Hoje, Cabo Verde está de luto”, sublinhou a ACL, reiterando a sua solidariedade para com a ilha do Fogo, as famílias enlutadas e todo o país.
A AMP e a ACL desejaram que as vítimas descansem em paz e que os familiares encontrem força e conforto para enfrentar a perda.
O acidente, envolvendo um autocarro na estrada entre Chã das Caldeiras e Campanas de Cima, provocou 25 mortos e 14 feridos, a maioria crianças.
Devido ao estado dos corpos, sete das vítimas foram sepultadas às 03:30 de hoje, enquanto os restantes 18 começaram a ser sepultados às 11:30.
FM/JMV
Inforpress/Fim
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