Guiné-Bissau expressa profunda consternação por acidente na ilha do Fogo

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Guiné-Bissau expressa profunda consternação por acidente na ilha do Fogo
06/09/26 - 05:12 pm

Lisboa, 06 Set (Inforpress) - O primeiro-ministro de transição da Guiné-Bissau, Ilídio Vieira Té, endereçou hoje uma mensagem de condolências ao seu homólogo de Cabo Verde, Francisco Tavares, expressando “profunda consternação pelo trágico acidente” de viação ocorrido na ilha do Fogo.

“Neste momento de dor e luto, apresento, em meu nome pessoal e em nome do Governo da República da Guiné-Bissau, as mais sentidas condolências ao Governo e ao povo irmão de Cabo Verde”, lê-se numa missiva oficial divulgada pelas edições "online" de órgãos de comunicação social guineenses.

O despiste de um autocarro, na noite de sábado, na ilha cabo-verdiana do Fogo, causou pelo menos 25 mortos e vários feridos.

A maioria das vítimas são crianças e jovens.

O autocarro transportava alunos que regressavam de um passeio quando saiu da estrada e caiu de uma altura de cerca de 30 metros, na localidade de Campanas de Cima, no município de Santa Catarina do Fogo.

Destacando os “históricos laços de fraternidade, amizade e destino comum” que unem os dois países, Vieira Té sublinhou que a “dimensão humana da tragédia toca profundamente” o povo guineense, fazendo com que a “dor de Cabo Verde seja igualmente partilhada” pela Guiné-Bissau.

O primeiro-ministro guineense dirigiu ainda uma palavra de “especial solidariedade” às famílias enlutadas e formulou votos de rápida e completa recuperação aos feridos, apelando a que a memória das vítimas permaneça viva nos corações de toda a nação cabo-verdiana.

No passado mês de julho, o Conselho Nacional de Transição (CNT), órgão que assumiu as competências do parlamento da Guiné-Bissau, desde o golpe de Estado de novembro passado, anunciou o "congelamento prático" das relações políticas com o Governo de Cabo Verde, acusando o executivo da Praia de interferência nos assuntos internos do país.

A decisão surge em resposta ao apelo feito pelo Governo cabo-verdiano que solicitou a libertação do líder da oposição e presidente eleito do parlamento, Domingos Simões Pereira, que se encontrava detido por ordens do tribunal militar.

O CNT rejeita a legitimidade das autoridades cabo-verdianas para comentar processos políticos e judiciais em curso na Guiné-Bissau e considera ainda que a exigência de soltura de figuras políticas locais constitui uma "ingerência na soberania nacional".

*** A delegação da agência Lusa na Guiné-Bissau está suspensa desde agosto de 2025 após a expulsão pelo Governo dos representantes dos órgãos de comunicação social portugueses. A cobertura está a ser assegurada à distância ***

 

Inforpress/Lusa/Fim

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