Artesã encontra no trabalho manual uma terapia e forma de expressão da criatividade

Inicio | Cultura
Artesã encontra no trabalho manual uma terapia e forma de expressão da criatividade
22/10/26 - 12:25 pm

Cidade da Praia, 21 Out (Inforpress) – Aos 61 anos, Guretti de Pina encontrou no artesanato mais do que uma actividade para ocupar os tempos livres, uma forma de expressar a criatividade e encontrar tranquilidade, há cerca de três anos.

Entre garrafas trabalhadas, cestos, vasos e espelhos decorados, encontrou um espaço para afastar as preocupações do quotidiano e dedicar-se à criação de peças.

O caminho até ao artesanato não foi imediato. Antes, trabalhou como escriturária na função pública e, posteriormente, na área de cabeleireiro, até surgir a oportunidade de explorar uma actividade diferente.

A divulgação dos seus trabalhos começou com uma iniciativa de exposição na câmara municipal, proporcionada pela primeira-dama. 

Desde então, tem sido convidada a participar em exposições, onde apresenta peças que considera distintas das habitualmente comercializadas.

Entre as tarefas domésticas e os compromissos diários, reserva tempo para o seu ateliê, onde transforma ideias em objectos decorativos e utilitários.

“Para mim é uma terapia”, afirmou à Inforpress, ao explicar que o processo de criação lhe permite concentrar-se no trabalho e deixar, por momentos, as preocupações de lado.

A sua produção inclui garrafas trabalhadas com entalhe, cestos, vasos, suportes para cortinas, carteiras, espelhos decorados, pingentes e relógios, entre outros artigos.

Por detrás de cada peça estão o tempo, a dedicação e a criatividade, aspectos que, na sua perspectiva, nem sempre são reconhecidos por quem aprecia ou compra os produtos.

“Agora que o preço está mais caro, mas você quer saber que dedicação você tem por detrás”, observou, ao defender maior valorização do trabalho dos artesãos.

A artesã considera ainda que o artesanato pode representar uma oportunidade profissional para os jovens, desde que seja desenvolvido com responsabilidade e dedicação, podendo gerar rendimento e contribuir para o sustento das famílias.

Embora, no seu caso, a actividade represente, sobretudo, um passatempo e uma forma de realização pessoal, reconhece que há artesãos que dependem exclusivamente da venda das suas criações para sobreviver.

Defende, por isso, mais oportunidades de exposição e divulgação dos trabalhos, de modo a permitir que os artesãos cheguem a novos públicos e obtenham maior reconhecimento.

Aos 61 anos, encontrou no artesanato uma forma de aliar criatividade e tranquilidade, dando às mãos um papel que vai além da produção de objectos: o de transformar o tempo livre num espaço de expressão pessoal.

KA/HF

Inforpress/Fim

Partilhar