
Pequim, 01 Jul (Inforpress) – O Presidente chinês, Xi Jinping, propôs hoje a industrialização conseguida na China como novo modelo de progresso para os países em desenvolvimento.
Xi, que cumpre o 14.º ano no poder, afirmou que a China alcançou "em poucas décadas" aquilo que os países desenvolvidos demoraram "séculos" a conseguir.
"Defendemos a construção de uma comunidade com um futuro partilhado para a humanidade, oferecendo a sabedoria, as soluções e a força da China para enfrentar os grandes desafios da humanidade", afirmou Xi, durante a cerimónia que assinalou o 105.º aniversário da fundação do Partido Comunista Chinês (PCC), no Grande Palácio do Povo, em Pequim.
A China, que há muito contesta a predominância dos Estados Unidos na ordem internacional, tem defendido que não pretende substituir o sistema internacional, mas reformá-lo de forma a refletir melhor os interesses dos países em desenvolvimento.
No discurso, Xi afirmou que o mundo entrou numa nova fase de turbulência e transformação, colocando a humanidade "numa encruzilhada", e reiterou o compromisso de promover um "novo tipo de relações internacionais" para impulsionar a paz e o desenvolvimento mundiais.
As declarações retomaram vários dos temas centrais do discurso proferido por Xi no centenário do PCC, em 2021, incluindo a necessidade de reforçar as capacidades militares da China e de concretizar a "reunificação" com Taiwan.
O líder chinês defendeu uma aceleração da modernização das Forças Armadas para atingir "padrões de nível mundial", reiterando, ao mesmo tempo, a necessidade de preservar a liderança absoluta do Partido Comunista sobre os militares.
Nos últimos anos, vários generais de alta patente foram afastados no âmbito da campanha anticorrupção promovida por Xi, que analistas consideram também servir para reforçar a lealdade das Forças Armadas à liderança chinesa.
Xi Jinping afirmou que o PCC deve "eliminar todos os vírus" que corroem o seu "organismo saudável" e garantir que o partido "nunca mude de natureza nem de cor", numa passagem dedicada à disciplina interna.
O líder chinês defendeu ainda que "resolver a questão de Taiwan" e alcançar a "reunificação" da China constitui uma "tarefa histórica" do Partido Comunista Chinês.
Xi apelou ao aprofundamento dos intercâmbios e da integração entre as duas margens do estreito de Taiwan e prometeu combater de forma "firme" as "forças separatistas" favoráveis à "independência de Taiwan" e a "ingerência externa", numa referência indireta aos Estados Unidos.
Taiwan, território autogovernado desde 1949, é um dos principais focos de tensão entre Pequim e Washington. A China reivindica soberania sobre a ilha e nunca excluiu o recurso à força para alcançar aquilo que descreve como a "reunificação".
Inforpress/Lusa
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