
Cidade da Praia,18 Nov (Inforpress) – O vice-presidente do conselho directivo do Instituto Nacional de Estatística (INE) disse hoje que ver “com naturalidade” as críticas sobre a qualidade dos dados produzidos nesta instituição, considerando-as benéficas para o trabalho desenvolvido.
Fernando Rocha fez essas declarações após ser confrontado pelos jornalistas durante a abertura da jornada de comemoração do Dia Africano da Estatística, que se assinala hoje.
Segundo afirmou, o INE está “aberto a receber críticas” e “possui consciência” de que utiliza “práticas internacionais recomendáveis” na produção de estatística, sublinhando que tem estado a ser transparente para manter essa credibilidade.
O responsável abordou o desafio de aumentar a "cultura estatística" no país, associando que a parte destas críticas reside na interpretação ou compreensão dos dados por parte da população e até mesmo de empresários e políticos.
Reconheceu que “apesar de a cultura estatística ter melhorado precisa ainda de mais trabalho”.
Isto porque, segundo ele, algumas pessoas esperam um determinado número e, “quando o número vem num sentido contrário”, surgem essas críticas.
A instituição, conforme as palavras do vice-presidente do INE, tem sabido lidar com as críticas, algumas delas construtivas, e encará-las como parte do processo.
O vice-presidente destacou o orgulho do conselho directivo em relação aos funcionários, que, segundo ele, se empenham diariamente para fornecer estatísticas de qualidade e em quantidade que atendam às expectativas dos utilizadores.
Fernando Rocha enfatizou a importância do trabalho do INE reconhecendo que os governantes necessitam desses dados e elementos estatísticos para conseguir resolver os problemas que surgem nos diferentes municípios e a nível nacional.
Instado como lidam com as críticas internas de um funcionário do próprio INE, que alegou que “os dados produzidos são falsos”, o vice-presidente do INE disse encarar isso como “um problema interno da instituição e compreensível até certo ponto”.
Este responsável reconheceu ainda, neste particular, que a gestão de pessoas é “desafiante e que é difícil agradar a todos”, reforçando que o INE opera com “transparência, clareza e em conformidade com práticas nacionais e internacionais”.
Concluiu que, embora ninguém goste de ser criticado, existe uma abertura e um espírito de melhoria contínua na instituição, para fornecer estatísticas de qualidade e em quantidade necessárias.
“Só não erra quem não faz”, finalizou Fernando Rocha.
DG/AA
Inforpress/Fim
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