
Cidade da Praia, 03 Fev (Inforpress) – O Governo cubano condenou a “nova escalada” do cerco económico dos Estados Unidos, que impôs tarifas comerciais às importações de produtos provenientes de países que fornecem petróleo a Cuba.
Segundo uma declaração enviada à Inforpress, o Governo de Cuba condenou, nos termos mais enérgicos, a nova escalada do Governo dos Estados Unidos contra o país, denunciando a tentativa de impor um cerco absoluto ao abastecimento de combustível, através de uma ordem executiva anunciada em 29 de Janeiro deste ano.
Segundo Havana, a decisão norte-americana declara uma suposta emergência nacional que permite a imposição de tarifas comerciais a importações provenientes de países que fornecem petróleo a Cuba, recorrendo a argumentos considerados falsos e difamatórios.
Entre eles, destaca-se a alegação de que Cuba representa uma “ameaça incomum e extraordinária” à segurança nacional dos Estados Unidos.
Para o Governo cubano, esta medida constitui mais uma acção de chantagem, ameaça e coerção directa a países terceiros, reforçando políticas de asfixia económica iniciadas no primeiro mandato do Presidente Donald Trump, para impedir a entrada de combustíveis no país.
Havana considera que esta postura consolida uma forma perigosa de condução da política externa norte-americana, baseada na força e no hegemonismo imperialista.
Sublinha ainda que a ordem executiva representa uma violação flagrante do Direito Internacional e da Proclamação da América Latina e do Caribe como Zona de Paz, responsabilizando o Governo dos Estados Unidos por ameaçar a segurança, a estabilidade e a paz da região e do mundo.
De acordo com a declaração, os Estados Unidos persistem nesta política após 67 anos de fracasso na tentativa de destruir um processo político e revolucionário que Cuba considera genuíno, legítimo e assente na soberania, justiça social e solidariedade internacional.
Recorda que sempre manifestou disposição para um diálogo sério e responsável com Washington, baseado no respeito mútuo, na igualdade soberana e na não ingerência nos assuntos internos.
O Governo rejeita categoricamente a caracterização de Cuba como ameaça, sublinhando que o país não agride nem ameaça nenhuma nação, não é alvo de sanções internacionais e tem um historial de solidariedade e cooperação com outros Estados.
Acrescenta que os cidadãos norte-americanos sempre foram tratados com respeito quando autorizados a visitar a ilha.
Através do ministério das Relações Exteriores, o Governo cubano reafirma ainda que não alberga, apoia ou financia organizações terroristas ou extremistas, não possui bases militares ou de inteligência estrangeiras e nunca permitiu que o seu território fosse utilizado para acções hostis contra outros países.
Pelo contrário, manifesta disponibilidade para reativar e ampliar a cooperação bilateral com os Estados Unidos em áreas como o combate ao terrorismo, narcotráfico, lavagem de dinheiro, cibersegurança, tráfico de pessoas e crimes financeiros.
Considera que a comunidade internacional enfrenta o desafio de definir se um crime desta natureza poderá ser o sinal do que está por vir ou se prevalecerá a sensatez, a solidariedade e a rejeição à agressão, à impunidade e ao abuso.
O Governo assegura que enfrentará o novo ataque com firmeza e serenidade, reiterando a determinação de defender a soberania e a independência nacionais, mantendo aberta a via do diálogo respeitador e orientado para resultados concretos.
AV/JMV
Inforpress/Fim
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