Tarrafal: Processo de candidatura do Campo de Concentração a Património Mundial entra na segunda fase

Inicio | Cultura
Tarrafal: Processo de candidatura do Campo de Concentração a Património Mundial entra na segunda fase
13/02/26 - 06:24 pm

Tarrafal, 13 Fev (Inforpress) – O processo de candidatura do Campo de Concentração do Tarrafal à lista do Património Mundial da UNESCO já ultrapassou a primeira fase e encontra-se actualmente na etapa de elaboração de estudos técnicos.

Esta declaração foi avançada hoje pelo ministro da Cultura e das Indústrias Criativas, Augusto Veiga, à margem de um encontro de socialização da candidatura do Museu da Resistência do Campo de Concentração do Tarrafal a Património Mundial, realizado com ex-presos políticos.

Augusto Veiga explicou que a candidatura teve, em Outubro do ano passado, uma aprovação preliminar que permitiu a continuidade do processo, estando agora em curso a segunda fase, que prevê a apresentação do primeiro estudo até Setembro deste ano.

Segundo o governante, o processo “já está avançado”, com a equipa técnica a trabalhar há algum tempo na preparação do dossiê, sublinhando que o objectivo é acelerar os trabalhos para garantir a conclusão da candidatura dentro dos prazos estabelecidos.

O ministro destacou ainda a importância do encontro promovido pelo Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas, considerando que os contributos de ex-presos políticos e de pessoas ligadas ao antigo campo são fundamentais.

“A história deste campo é feita de pessoas”, afirmou, salientando que, embora a equipa técnica esteja capacitada para recolher testemunhos e preservar a memória histórica, é essencial ouvir directamente quem viveu a realidade do espaço.

Augusto Veiga indicou que este momento constitui mais uma etapa do processo de candidatura, avançando ainda que, em Junho, está prevista a realização de uma conferência internacional com a participação de antigos presos e especialistas provenientes da Guiné-Bissau, Portugal e Angola.

O governante reafirmou que o envolvimento das partes interessadas faz parte da metodologia internacional adoptada no processo de candidatura, visando garantir uma abordagem participativa e inclusiva na preservação da memória histórica do local.

DV/JMV

Inforpress/Fim

Partilhar