Siacsa denuncia atraso de até seis meses no pagamento de salários a enfermeiros (c/áudio)

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Siacsa denuncia atraso de até seis meses no pagamento de salários a enfermeiros (c/áudio)
24/07/26 - 01:16 pm

Cidade da Praia, 24 Jul (Inforpress) - O presidente do Siacsa, Gilberto Lima, denunciou hoje atrasos de três a seis meses no pagamento de salários a enfermeiros, além de horas extraordinárias e subsídios em dívida, admitindo formas de luta caso os problemas persistam.

O líder do Sindicato da Indústria e Serviços Gerais, Alimentação, Construção Civil, Agricultura, Serviços de Sector das Empresas de Segurança Privadas e Serviços Marítimos e Portuários (Siacsa) disse à Inforpress que a situação afecta profissionais nas ilhas do Fogo e de Santo Antão, bem como na cidade da Praia, considerando que os atrasos salariais estão a colocar muitos enfermeiros em “graves dificuldades financeiras”.

Segundo explicou, há igualmente atrasos de três, quatro e até sete meses no pagamento das "velas" (horas extraordinárias), além de desigualdades salariais entre enfermeiros com diferentes vínculos contratuais, situação que classificou como injusta.

O responsável apontou ainda o não pagamento do subsídio de risco, fixado em 13 mil escudos mensais, a alguns profissionais, bem como o incumprimento dos descansos semanais obrigatórios, sobretudo no Hospital Universitário Agostinho Neto.

Outra preocupação prende-se com os enfermeiros formados em 2023, que, segundo disse, continuam sem nomeação e colocação, apesar da carência de profissionais nas estruturas de saúde do país.

"Temos falta de enfermeiros nas diferentes unidades hospitalares, mas há profissionais que concluíram a formação há quatro anos e continuam em casa, sem qualquer justificação plausível", apontou Gilberto Lima, atribuindo a situação à alegada falta de recursos financeiros.

O dirigente sindical sustentou que estas reivindicações já haviam sido apresentadas à anterior equipa do Ministério da Saúde, sem que tivessem sido resolvidas, razão pela qual apelou ao novo Governo para dar prioridade ao dossier.

Revelou ter reunido recentemente com o ministro da Saúde, a quem expôs os problemas dos enfermeiros a nível nacional, acrescentando que o governante manifestou disponibilidade para analisar cada caso.

Apesar disso, considerou que os profissionais "já não aguentam mais" e defendeu uma resposta urgente, por se tratar de questões que afectam diretamente a subsistência dos trabalhadores.

Segundo assegurou, os enfermeiros pretendem reunir-se com a Direcção-Geral do Planeamento, Orçamento e Gestão e Recursos Humanos para encontrar soluções. Caso contrário, advertiu, caberá aos próprios profissionais decidir se avançam para manifestações ou greve.

LC/CP

Inforpress/Fim

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