Secretário de Estado dos EUA condena ataques de huthis a navios sauditas

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Secretário de Estado dos EUA condena ataques de huthis a navios sauditas
23/07/26 - 11:53 am

Manila, 23 Jul (Inforpress) - O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, condenou hoje os ataques dos rebeldes huthis do Iémen a navios sauditas no mar Vermelho, sublinhando que até agora, tinham tido uma postura inteligente ao ficarem fora do conflito.

"Os huthis têm sido inteligentes no geral e mantiveram-se fora do conflito durante todo o período, mas agora parecem ter sido atraídos para o conflito ao atacarem a Arábia Saudita e os seus navios", disse Rubio, à margem de uma reunião da Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN) que decorre em Manila.

Esperava uma "desescalada porque, francamente, os huthis foram ultrapassados em manobras pelos iranianos", acrescentou.

Marco Rubio alertou ainda que os Estados Unidos farão "o que for necessário" para proteger os seus interesses e os dos aliados.

Os rebeldes huthis, apoiados pelo Irão, anunciaram hoje de manhã que atacaram dois petroleiros sauditas no mar Vermelho, ameaçando abrir uma nova frente na guerra.

Segundo a agência de notícias SABA, dos huthis, os rebeldes atacaram dois petroleiros, o 'Encelia' e o 'Layla', no mar Vermelho, provocando incêndios em ambos.

Este terá sido o primeiro ataque relatado a uma embarcação desde que anunciaram um bloqueio à navegação ligada à Arábia Saudita através do estreito de Bab el-Mandeb, no início desta semana, em retaliação pelo bloqueio do reino saudita ao Iémen e a um recente ataque ao aeroporto internacional na capital iemenita controlada pelos rebeldes, Sana.

Hoje completou-se a 12ª noite de ataques norte-americanos ao Irão desde o fim do cessar-fogo, com o Comando Central dos EUA a avançar ter planeado ataques para "degradar ainda mais a capacidade do Irão de ameaçar marinheiros civis e embarcações comerciais que transitam pelas águas regionais".

Os combates visam essencialmente retomar o controlo do estreito de Ormuz e restaurar o fluxo de navegação internacional.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, avisou na quarta-feira que os EUA destruiriam uma ponte ou central elétrica cada vez que o Irão disparasse sobre um navio no estreito.

Ambos os lados têm ameaçado cada vez mais as infraestruturas civis.

O direito internacional proíbe esse tipo de ataques, a menos que a infraestrutura esteja a ser utilizada para fins militares.

Marco Rubio avançou, em Manila, que o Irão quer conversar, mas não parece estar realmente interessado num acordo.

"O problema com eles é que não se pode fazer um acordo com as pessoas a menos que elas o cumpram. E essas pessoas fazem acordos e depois quebram-nos quase imediatamente ou decidem: 'Ah, vamos mudar o acordo'. Não é assim que os acordos funcionam", referiu.

"Por isso, agora estão a pagar o preço por isso, e talvez mudem de ideias nos próximos dias, à medida que continuam a sofrer grandes perdas."

Inforpress/Lusa

Fim

 

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