
Mindelo, 27 Ago (Inforpress) – A Rede Audiovisual e Cinema dos PALOP e Timor-Leste vai iniciar, em Setembro, um novo mapeamento de profissionais do sector, com o objectivo de conhecer melhor a realidade da classe e reforçar a colaboração.
A informação foi avançada hoje à imprensa, no Mindelo, por Emilia Wojciechowska, co-organizadora de um encontro realizado com profissionais da ilha.
Segundo a mesma fonte, a iniciativa conta com a participação de Cabo Verde, representado também por Samira Vera Cruz, e de entidades e associações de Moçambique e São Tomé e Príncipe.
Segundo aquela responsável, a rede já tinha criado uma base preliminar de profissionais em 2020, mas pretende agora, com financiamento do Instituto Camões, através do Programa ProCultura, dar continuidade ao trabalho e aprofundar o levantamento.
“Queremos continuar o mapeamento, fazer um trabalho mais profundo”, afirmou Emilia Wojciechowska, acrescentando que o encontro no Mindelo serviu também para apresentar a iniciativa aos profissionais locais, recolher sugestões e incentivar a participação.
O mapeamento pretende identificar profissionais de diferentes áreas do audiovisual e cinema, por exemplo, localizar técnicos de som, produtores e outros especialistas disponíveis nas diferentes ilhas e países.
“Se precisar de um técnico de som na ilha de Santo Antão, sei que há pessoas que posso contactar”, exemplificou aquela responsável, para quem a criação de uma base de dados poderá facilitar a ligação entre profissionais e projectos.
A iniciativa pretende igualmente facilitar o acesso de empresas e produções internacionais aos profissionais locais e evitar que equipamentos e mão-de-obra sejam desnecessariamente mobilizados de fora por desconhecimento da existência de especialistas em Cabo Verde ou noutros Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP).
Além da identificação dos profissionais, o questionário deverá recolher sugestões e informações sobre os desafios enfrentados diariamente pelo sector, de modo a contribuir para a definição de políticas públicas mais adequadas à realidade dos trabalhadores do audiovisual e cinema.
“Assim conseguimos criar algumas directivas que talvez possam servir para melhorar políticas e dar mais visibilidade às artes, para termos políticas adequadas à nossa situação e à nossa realidade”, explicou.
Emilia Wojciechowska adiantou ainda que o questionário a ser disponibilizado a partir de Setembro será anónimo e cabe a cada participante decidir que informações pretende disponibilizar na plataforma.
A deslocação ao Mindelo surge na sequência de um encontro semelhante realizado, na cidade da Praia, na semana passada.
LN/ZS
Inforpress/Fim
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