São Vicente: “Os mais de 900 casos de dengue são acumulados desde início da epidemia” - delegado de Saúde

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São Vicente: “Os mais de 900 casos de dengue são acumulados desde início da epidemia” - delegado de Saúde
30/01/25 - 01:34 pm

Mindelo, 30 Jan (Inforpress) - O delegado de Saúde de São Vicente disse hoje que os mais de 900 casos de dengue detectados na ilha são os acumulados desde o início da epidemia e que actualmente regista-se uma diminuição do número de casos.

Segundo Elísio Silva, a dengue iniciou na capital do país no mês de Novembro de 2023 e somente no ano seguinte, em Setembro, é que São Vicente começou a ter os primeiros casos.

Clarificou que foi nos meses de Novembro e Dezembro que São Vicente teve um pico de dengue, mas que a partir de agora os casos têm “diminuído consideravelmente”.

“Houve um número elevado de pessoas que visitaram São Vicente e algumas delas com dengue foram picadas pelo mosquito transmissor que existe na ilha e que retransmitiu a doença para outras pessoas o que fez com que se começasse a registar casos autóctones de dengue”, adiantou o delegado, indicando que, mês de Dezembro, São Vicente registou mais de 270 casos de dengue mas a incidência baixou para “casos esporádicos”.

“Consultando o gráfico da última semana, no mês de Janeiro, por exemplo, até agora tivemos menos de 100 casos de dengue. É de salientar que até agora a ilha não registou óbitos por dengue, o internamento de pessoas tem sido escassos e não há neste momento ninguém internado no hospital por causa de dengue”, assegurou.

Por zonas afectadas, Elísio Silva explicou que a dengue teve incidência na Ribeira Bote, Bela Vista e Fernando Pó, devido à existência de poços onde se pode encontrar água acumulada que potencia a reprodução do mosquito vector da dengue e a transmissão da doença.

No entanto, salientou que a Delegacia de Saúde tem feito um trabalho de pulverização durante o ano e campanhas de limpeza junto com parceiros na comunidade como a Câmara Municipal de São Vicente, as Forças Armadas e outras instituições públicas e privadas.

Pelo que aconselhou a população a “não baixar a aguarda” porque, salientou, “apesar de não estar neste momento em época das chuvas, um ovo de mosquito infectado pode ficar mais de um ano sem eclodir, mas ao eclodir-se vai originar um mosquito infectado que dá continuidade à transmissão da doença”.

De acordo com dados do Instituto Nacional de Saúde Pública (INSP) a situação epidemiológica da dengue em Cabo Verde aponta para o declínio, mantendo-se a taxa de incidência na classificação “baixa”, sendo 2,0 casos por 10 mil habitantes.

Ainda referiu que no boletim epidemiológico da dengue as ilhas do Sotavento são as que apresentam maior frequência de caos, enquanto, no Barlavento, São Vicente é a ilha mais afectada pela epidemia com 921 casos suspeitos acumulados e 912 casos confirmados acumulados.

 

CD/AA

Inforpress/Fim

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