
Cidade da Praia, 17 Jun (Inforpress) - O coordenador do mestrado conjunto da Universidade de Santiago, Nardi Sousa, defendeu hoje, na Praia, o maior envolvimento das universidades na produção de conhecimento e na consciencialização sobre as alterações climáticas e crises humanitárias.
O responsável falava na abertura da segunda edição da Summer School Cabo Verde 2026, um evento que decorre sob o lema “Reforçar a resposta de coordenação local e internacional a desastres (não)naturais, problemas de saúde e deslocações”.
A iniciativa é promovida pela Universidade de Santiago (US), em parceria com a Universidade de Cabo Verde (Uni-CV) e o Iscte de Lisboa, no âmbito do programa Erasmus Mundus da União Europeia.
Segundo o sociólogo, as instituições de ensino superior têm a obrigação de reforçar as parcerias científicas para preparar as comunidades globais face aos dois maiores desafios da actualidade: os eventos climáticos extremos e os conflitos armados.
"É importante que as universidades estejam envolvidas nestes projetos para produzir conhecimento, reforçar parcerias e ajudar a mitigar os efeitos, sobretudo através da consciencialização das questões climáticas”, alertou Nardi Sousa.
O coordenador lembrou que Cabo Verde, pela sua localização geográfica na região do Sahel, enfrenta riscos acrescidos de seca severa e de chuvas torrenciais concentradas. O docente chamou ainda a atenção para a vulnerabilidade das zonas costeiras do arquipélago, onde reside actualmente cerca de 70% da população cabo-verdiana.
"Temos de estar preparados. Segundo o Banco Mundial, os países que não investem na prevenção e na preparação tornam-se mais vulneráveis à pobreza e enfrentam maiores dificuldades na resposta aos desastres", afirmou.
A Summer School, que decorre de 15 a 26 de Junho nas instalações da US, reúne 17 estudantes internacionais de diversos países como Espanha, Noruega, Grécia, Moçambique, Malásia, Índia, Gana, Gâmbia, Portugal e Cabo Verde, além de 18 professores e investigadores da área da protecção civil e saúde pública.
Durante as duas semanas, os participantes realizarão visitas técnicas e trabalhos de campo em articulação com o Serviço Nacional de Protecção Civil, a Direcção Nacional do Ambiente, a Alta Autoridade para a Imigração e a Câmara Municipal da Praia.
DG/CP
Inforpress/Fim
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