
Cidade da Praia, 14 Jul (Inforpress) - O ministro da Saúde, Lúcio Fernandes, reafirmou hoje o compromisso do Governo com a gratuitidade do Serviço Nacional de Saúde (SNS), assegurando que a sua concretização “é uma questão de tempo”.
O governante, que falava à imprensa após a cerimónia de lançamento da plataforma de Sistema de Informação para a Regulação Farmacêutica e da Saúde (Sirfas), realizada pela ERIS, na cidade da Praia, explicou que a medida integra o Programa do Governo para o sector da Saúde como prometido durante a campanha pelo primeiro-ministro.
Segundo o governante, uma das outras prioridades do Governo é aproximar os serviços de saúde das populações, através da reativação das unidades e postos sanitários de base, equipados com novos meios, para melhorar o acesso aos cuidados, sobretudo nas localidades mais distantes dos centros urbanos.
A medida, segundo explicou, visa reforçar a prestação de cuidados primários e melhorar as condições de atendimento às populações.
Outra aposta, segundo Lúcio Fernandes, é a formação médica especializada em Cabo Verde, com o objectivo de reforçar o SNS, tendo em conta o défice de médicos especialistas no país.
"Hoje temos um número considerável de médicos graduados, mas precisamos de médicos especialistas", afirmou.
Questionado sobre a construção do novo Hospital Nacional, Lúcio Fernandes disse que está a analisar o dossiê do projecto, que posteriormente será apreciado em Conselho de Ministros e pelo primeiro-ministro, para definição dos próximos passos.
Além disso, destacou a necessidade de criar novos serviços especializados no país, lembrando que os doentes oncológicos continuam a representar a principal causa de deslocação de doentes para Portugal, sobretudo para realização de tratamentos de radioterapia.
Referiu igualmente que muitos doentes com patologias cardiovasculares e casos de traumatologia continuam a ser enviados para o exterior para realização de procedimentos especializados, incluindo a colocação de próteses da anca.
Neste âmbito, garantiu que a cirurgia para colocação de prótese da anca deverá ser implementada em breve em Cabo Verde, assegurando que o país dispõe de capacidade técnica para realizar o procedimento, faltando apenas assegurar a disponibilidade das próteses.
Relativamente à implementação da radioterapia e de outros tratamentos especializados na área cardiovascular, reconheceu que o processo exigirá mais tempo, mas garantiu que o objectivo do ministério é reforçar progressivamente a capacidade do país para responder às diferentes patologias sem necessidade de evacuações.
DG/AA
Inforpress/Fim
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