
Mindelo, 14 Set (Inforpress) - A Feira Urdi, que acontece no Mindelo este ano de 25 a 29 de Novembro, celebra os 50 anos de memória da Cooperativa Resistência e tem como municípios convidados Santa Catarina de Santiago e Porto Novo.
A edição 2026 da Feira de Artesanato e Design de Cabo Verde (Urdi), anunciada hoje em conferência de imprensa pelo Centro Nacional de Artesanato, Arte e Design (CNAD), irá celebrar a primeira instituição cultural de Cabo Verde independente fundada em 1976.
“A primeira instituição cultural de Cabo Verde independente e idealizada como um pilar fundamental para resgatar, investigar e salvaguardar as práticas artesanais ou da cultura popular em Cabo Verde”, frisou Artur Marçal, em referência à Cooperativa Resistência.
Segundo o director do CNAD, tanto a instituição que dirige como a Urdi surgiram em São Vicente nessa sequência e com um conjunto de antecedentes históricos enquadrado dentro do legado da Cooperativa Resistência.
Desta forma, considerou que celebrar os 50 anos da Cooperativa é celebrar o papel estruturante da definição não só da identidade nacional, mas também na fundação das artes visuais em Cabo Verde.
Este ano com o orçamento de 14.800 contos, a feira, que tem inscrições abertas de 26 de Setembro a 27 de Outubro, espera expositores de todas as ilhas, mas com destaque para os dois municípios convidados, a de Santa Catarina de Santiago e do Porto Novo, em Santo Antão.
Sobre a programação, a Urdi começa com a residência criativa, que acontece de 19 de Outrubro a 25 de Novembro, e o CNAD convidou um grupo de mestres artesãos que trabalham com materiais duros para participarem durante um mês e meio numa ação criativa através da pedra, do búzio e do coco.
O Salão Created está programado para acontecer no Centro Cultural do Mindelo com exposição de "narrativas do invisível", de Jumanga Silva e João Ramos, ainda o lançamento do catálogo da exposição do artista Marcelino Santos e o salão encerra com a exposição com Urdi Junior.
A programação contempla ainda a feira na praça Amílcar Cabral, concertos, inclusive na Ribeira Bote, o prémio Djoy Soares, “grandes conversas” e outras dinâmicas.
O diretor do CNAD convida ainda outros espaços culturais a fazerem uma “programação especial”, para apresentarem após as 22:00, que é o horário em que termina a feira na Praça Amílcar Cabral.
SN/AA
Inforpress/Fim
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