
Mindelo, 29 Mai (Inforpress) – Sindicatos pediram hoje ao ministro da Saúde para anular a exoneração de Tito Rodrigues do cargo de director do Serviço de Orto-Traumatologia do hospital de São Vicente e prometeram um “combate cerrado” contra perseguição de profissionais no trabalho.
Esta posição foi manifestada, em conferência de imprensa, pelo secretário permanente do Sindicato dos Trabalhadores da Administração Pública (Sintap), Luís Lima Fortes, que também falou em representação dos sete sindicatos ligados aos profissionais de saúde.
Segundo Luís Lima Fortes, até ao momento o médico do Hospital Baptista de Sousa (HBS), em São Vicente, não recebeu qualquer comunicação formal sobre eventual processo disciplinar ou acusação.
Explicou que a indefinição em torno do caso tem provocado pressão psicológica sobre o médico e também poderá afectar o funcionamento do próprio serviço hospitalar.
“Queremos precisamente que o ministro arrepie caminho desta decisão e também alertar todas as instituições para se afastarem de caminhos de perseguição laboral”, reforçou.
Segundo o sindicalista, o médico está a ser alvo de “uma enorme perseguição e injustiça” por parte da tutela por ter solicitado informações divulgadas na comunicação social sobre a retirada de equipamentos do HBS para a Delegacia de Saúde da Boa Vista.
“Por este simples facto de ele ter manifestado a sua perplexidade e incredulidade, o ministro da Saúde tomou medidas imediatas no sentido do seu afastamento”, afirmou Luís Lima Fortes.
Para o sindicalista, esta decisão do ministro é uma tentativa de “manchar o prestígio" de um profissional reconhecido pela competência, dedicação e defesa das condições de saúde em São Vicente e em todo o Barlavento.
Luís Lima Fortes lembrou que Tito Rodrigues é um médico com mais de 29 anos de serviço no Ministério da Saúde e 19 anos à frente do Serviço de Orto-Traumatologia do HBS.
Sublinhou ainda o papel desempenhado por ele enquanto dirigente sindical e defensor dos direitos dos trabalhadores da saúde em Cabo Verde, considerando que o médico está a ser vítima de “perseguição, calúnia, represália e assédio moral no ambiente laboral”.
Conforme a mesma fonte, situações semelhantes terão ocorrido recentemente numa delegacia de saúde da cidade da Praia, envolvendo “destituições consideradas arbitrárias”, sem possibilidade de defesa do profissional de saúde.
Pelo que avisou que os sindicatos vão “dar combate a todo e qualquer tipo de perseguição ou discriminação no ambiente laboral”.
“Estamos aqui para denunciar esta atitude de todo inaceitável no seio laboral e não permitir que atitudes como essas façam escola em Cabo Verde”, reiterou.
CD/ZS
Inforpress/Fim
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